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Polícia identifica acusados de matar homem em shopping de Vila Velha

Entre os acusados de participar da ação está um segurança do shopping que auxiliou ao atirador a esconder a arma

Maurício Geciano Rodrigues, o Mau-mau (autor do disparo), Doglas Souza Lopes, o Tio Chico, e Evandro Silveira de Almeida, o Carioca, são procurados pela polícia pelo crime no shopping
Maurício Geciano Rodrigues, o Mau-mau (autor do disparo), Doglas Souza Lopes, o Tio Chico, e Evandro Silveira de Almeida, o Carioca, são procurados pela polícia pelo crime no shopping
Foto: Montagem | Gazeta Online

A polícia identificou e procura pelos quatro envolvidos no crime ocorrido na praça de alimentação de um shopping, em Vila Velha, no dia 1º de abril, que terminou com uma pessoa assassinada e duas feridas, entre elas uma criança. Entre os acusados de participar da ação está um segurança do shopping que auxiliou ao atirador a esconder a arma.

O atirador abriu fogo contra João Walbert Valério Pereira, 33 anos. Ele estava sentado em uma mesa, acompanhado da esposa, na praça de alimentação quando foi surpreendido pelo criminoso. Walbert tentou correr entre as mesas lotadas da praça de alimentação, mas acabou sendo atingido por vários tiros. No corpo dele, a perícia encontrou 19 perfurações. Além de Walbert, uma criança de 7 anos e uma mulher de 22 anos foram feridos por balas perdidas.

O caso foi investigado pela Delegacia de Crimes Contra Vida (DCCV) de Vila Velha que conseguiu identificar os quatro envolvidos no crime. O atirador foi identificado como sendo Maurício Geciano Rodrigues, o Mau-mau, 20, que entrou no shopping armado após ser chamado por um comparsa, Evandro Silveira de Almeida, o Carioca, 27.

"Carioca estava no shopping e encontrou o casal. Logo após cumprimentar Walbert, ele ligou avisando ao grupo que o alvo estava no shopping", detalhou o delegado responsável pelo caso, Ricardo Almeida.

João Walbert Valério Pereira, 33 anos, foi assassinado dentro de shopping em Vila Velha
João Walbert Valério Pereira, 33 anos, foi assassinado dentro de shopping em Vila Velha
Foto: Internauta/Gazeta Online

As câmeras de segurança do shopping mostram o momento em que Carioca faz a ligação após encontrar, coincidentemente, com Walbert. Cerca de 40 minutos depois, o atirador entra no shopping, localiza o alvo e executa Walbert. Houve desespero entre os frequentadores do local, gritaria e corre-corre para buscar proteção.

"O que nos surpreendeu durante as apurações é que o atirador saiu correndo pela entrada principal do estabelecimento após fazer os disparos. Ele seguiu não para a rua, mas sim para uma área de acesso restrito a funcionários, onde encontrou o segurança e entregou a arma", concluiu o delegado.

Após passar a arma, Evandro tira a camisa e deixa o shopping para evitar ser identificado.

A partir da identificação dos autores do crime, a DCCV de Vila Velha chegou à identificação do mandante do assassinato, Doglas Souza Lopes, o Tio Chico, de 24 anos. Ele era o braço direito do traficante Paulo Geovane Ferreira Xavier, o Jô, morto em janeiro. Jô comandava o comércio de drogas em Ilha da Conceição, Vila Velha, e Walbert seria um dos envolvidos na morte dele.

"O que motivou o assassinato no shopping foi a vingança da morte de Jô. Foi um crime que contou com um certo abuso por parte dos criminosos, pois além de matarem uma pessoa e ferirem mais duas, ainda colocaram em risco outros indivíduos que frequentavam um local repleto de câmeras e de seguranças", pontuou Ricardo Almeida.

Vídeo mostra assassinato

Autor de homicídio se encontra com segurança

Homicídio qualificado

O delegado indiciou os quatro envolvidos pelos crimes de homicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio. A Justiça expediu mandado de prisão contra Doglas, Maurício e Evandro, que são considerados foragidos. Quem tiver informações sobre o paradeiro deles, pode repassar anonimamente pelo telefone 181 (Disque-denúncia).

O nome do segurança não será divulgado pois não há mandado de prisão contra ele, mas responderá pelos mesmos crimes.

Shopping Boulevard

Em nota, a administração do Shopping Boulevard informou que qualquer informação ou dado sobre o caso foi passado diretamente e somente para a Polícia Cívil, sob orientação da mesma, para não interferir nas investigações. O segurança citado era funcionário da terceirizada de segurança contratada pelo Shopping, e não se encontra mais a serviço do Shopping ou da empresa contratada.

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