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"Minha arma é minha mente", diz sequestrador em depoimento a delegado

Ademir Lúcio Ferreira chegou ao Espírito Santo na noite desta segunda-feira

Foto: Gazeta Online

O acusado de sequestrar a menina Thayná de Jesus, de 12 anos, Ademir Lúcio Ferreira, preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (13), foi apresentado oficialmente (veja vídeo abaixo) na manhã desta terça-feira durante coletiva de imprensa na Secretária de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Segundo o delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, durante o depoimento na noite desta segunda-feira (13), questionado se possuía arma de fogo, Ademir disse que a única arma que ele tinha era a mente dele. "Ele tem uma mente muito criativa. Já veio com a história dele montada. Diz que a menina o seduziu, depois contou a versão do acidente, que ela teria caído na lagoa. Era esse tipo de ser humano que a gente estava caçando e que a gente conseguiu prender", afirmou Lopes.

Segundo Lopes, Ademir foi ouvido por mais de três horas e, durante o depoimento, entrou em contradição diversas vezes. 

"Ele é um artista, tive paciência de ouvir ele falar por mais três horas ontem (segunda). Ele quis convencer a gente que a menina de 11 anos (violentada antes do sequestro de Thayná) o seduziu. E depois quis convencer que a menina Thayná fugiu dele, sofreu um acidente e morreu. Ele até tentou ajudar ela, mas não conseguiu. E desesperado, com medo de morrer, fugiu e procurou o advogado dele. Disse que conhece a mãe de Thayná, embora ela nãos e lembre dele", detalhou o delegado.

Ademir Lúcio Ferreira se recusou a falar sobre o crime
Ademir Lúcio Ferreira se recusou a falar sobre o crime
Foto: Gazeta Online

Ainda de acordo com José Lopes, a polícia prefere manter as informações sobre o processo de investigação em sigilo, para evitar que o acusado invente novas histórias.

"A investigação está no início. Agora é a parte mais difícil, provar que ele está mentindo. Por enquanto não tem nada que indique a participação de outras pessoas, mas se for necessário ouviremos outras pessoas, podemos ouvir ele novamente, voltar a lagoa. Ele adora Facebook, acompanhou tudo até agora. Tudo que a gente fala, que sai na imprensa, ele já cria uma história em cima daquilo. Por isso, é melhor que as coisas sigam em sigilo", justificou.

ACUSADO SE RECUSA A FALAR SOBRE CRIME

Diante da imprensa, Ademir se recusou a dar explicações e se manteve sempre de cabeça baixa. Sem encarar as câmeras, voltou atrás nas declarações que deu em vídeo que circula pela internet, e negou que tenha oferecido dinheiro para ter relação sexual com Thayná: "não ofereci nada". E afirmou que fugiu para Porto Alegre por que "eles queriam me matar".

Não tenho nada a dizer para vocês (imprensa). Eu não tenho que falar com a sociedade, só com a Justiça. Só vou falar em juízo.
Ademir Lúcio Ferreira

REVEJA A APRESENTAÇÃO DE ADEMIR

ADEMIR CHEGOU AO ES NA NOITE DESTA TERÇA

Três horas após chegar à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o sequestrador da menina Thayná, Ademir Lúcio, de 52 anos, foi encaminhado para o Departamento Médico Legal de Vitória para fazer exame de corpo de delito, por volta das 23 horas. De lá, ele foi levado pela polícia para um local que não foi divulgado à imprensa. 

O fotógrafo Edson Chagas, de A Gazeta, registrou em fotos e vídeo o momento em que Ademir era levado da DHPP para o DML. O acusado foi escoltado por uma equipe do Grupo de Operações Táticas, da Polícia Civil. Assista:

 Preso no Rio Grande do Sul, Ademir chegou ao Espírito Santo na noite desta segunda-feira (13), no Aeroporto de Vitória. Lá, três viaturas do Grupo de Operações Táticas, da Polícia Civil, acompanharam a chegada do acusado e fizeram o transporte dele até a DHPP, por volta das 20 horas, onde Ademir prestou depoimento à polícia.

CASO THAYNÁ

Foto: Reprodução

A notícia tão aguardada pelos os que anseiam por Justiça chegou bem cedo, antes das 7h da manhã: a polícia conseguiu prender Ademir Lúcio, que sequestrou a menina Thayná. Desde o início da manhã, o portal Gazeta Online publicou matérias contando todos os passos da investigação, os detalhes do crime (na versão do acusado), a reação da mãe da criança, entre outros registros da integração policial do Rio Grande do Sul e Espírito Santo que resultou na detenção daquele que estava foragido há quase um mês. Desde o dia do crime contra Thayná, ocorrido em 17 de outubro, Ademir desapareceu.

Apesar dos apelos da mãe, dos protestos realizados em vias públicas para chamar atenção para o caso, não havia informações sobre o paradeiro do acusado. "Se fosse filho de rico já teriam encontrado", chegou a desabafar Clemilda, mãe de Thayná. Na ocasião, o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, André Garcia, rebateu as críticas da mãe e disse que eram compreensíveis diante do desespero, mas reforçou que a investigação já "acontecia de forma silenciosa e que não há distinção do Estado entre vítimas por classe social".

No dia 31 de outubro, o vídeo que mostra o momento em que Thayná era raptada foi divulgado pela polícia. Sete dias depois, o carro utilizado no crime foi encontrado com o motor batido, em uma oficina de Guarapari. Na última sexta-feira (10), uma megaoperação da polícia foi realizada em Viana, onde, perto de uma lagoa, foi encontrada a ossada de uma criança do sexo feminino. Apesar de o padrasto ter reconhecido o vestido como sendo de Thayná, um exame de DNA vai apontar oficialmente se o corpo era mesmo da menina Thayná.

RIO GRANDE DO SUL

Foto: Reprodução/Facebook

Policiais militares do Rio Grande do Sul prenderam na madrugada desta segunda-feira (13) o acusado de sequestrar a menina Thayná Andressa de Jesus Prado, 12 anos. Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 55 anos, foi encontrado na Rua Comendador Manoel Pereira, no Centro de Porto Alegre. A ação contou com o auxílio de policiais civis do Espírito Santo, que ajudaram nas buscas ao foragido. Ademir foi levado para a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, localizada em Porto Alegre.

Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o secretário de Segurança, André Garcia, disse que Ademir possivelmente seria trazido ao Espírito Santo ainda nesta segunda-feira. Apesar de três viaturas do Grupo de Operações Táticas (GOT), da Polícia Civil, terem sido flagradas no Aeroporto de Vitória e depois retornado à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, a polícia não confirma se o sequestrador já está em terras capixabas.

CERCO NO SUL DO PAÍS DESTE A ÚLTIMA TERÇA

Policiais civil da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Espírito Santo, estavam no Rio Grande do Sul desde a última terça-feira para tentar localizar Ademir.

CHEGADA AO ESPÍRITO SANTO

Foto: Edson Chagas

Ademir Lúcio, preso no Rio Grande do Sul pelo sequestro da menina capixaba Thayná, chegou na noite desta segunda-feira (13) ao Espírito Santo. Três viaturas do Grupo de Operações Táticas (GOT), da Polícia Civil, chegaram ao Aeroporto de Vitória por volta das 19h10 e saíram às 19h40 com destino à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. As viaturas chegaram à DHPP pouco antes das 20 horas. Após prestar depoimento, Ademir foi levado para o DML. A polícia não informou onde o acusado passaria a noite.

Foto: Edson Chagas

CHEGADA DAS VIATURAS À DHPP

SAÍDA DO AEROPORTO

OS DETALHES DO CRIME

Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 55 anos, contou, em vídeo, após ser preso, detalhes do dia do crime. Durante a gravação, ele garantiu que o corpo da menina está dentro de uma lagoa em Viana.

 

 

Segundo Ademir, no dia do crime, ele parou o carro no bairro Universal, em Viana, quando viu a menina de 12 anos na rua. Ele chamou a Thayná pelo nome e perguntou pela mãe dela, que disse que Clemilda estava trabalhando. Em seguida, Ademir chamou a criança para entrar no carro.

Ele conta que, após a menina entrar no carro, dirigiu em direção à lagoa e parou o carro próximo ao local. De acordo com Ademir, em determinado momento ele ofereceu R$ 50 à menina para ter uma relação sexual, que imediatamente negou.

Foi quando ela saiu correndo do carro e ele não teve como alcançá-la. "Ela passou por um alambrado e foi correndo pela lagoa, e aí que eu vi ela afundando na água. A lagoa é funda, não deu para eu pegá-la. Não tinha como eu salvar ela, foi muito rápido", justifica.

Questionado sobre onde estava a menina, ele responde: "A Thayná está dentro da lagoa". Ademir ressaltou que naquele dia ela ficou dentro da lagoa e ele entrou em desespero. "Eu liguei para a mãe dela para avisar, só que ela não me atendeu. Se meu telefone está grampeado vão ver. Liguei duas vezes para ela", finalizou.

MÃE DESMENTE BANDIDO

Do mesmo jeito que falei para a polícia que minha filha não tinha fugido, eu afirmo: Esse monstro, esse verme, não conhecia a minha filha. E eu não o conhecia. Eu quero que ele fale isso na minha frente
Clemilda, mãe da Thayná
Foto: Fernando Madeira

Bastante abalada, a mãe de Thayná, rebateu as afirmações do criminoso Ademir Lúcio, feitas em um vídeo durante a prisão dele no Rio Grande do Sul. Na gravação, o acusado de sequestrar Thayná diz que conhecia Clemilda e a menina, e que teria ligado duas vezes para a mãe da criança para avisar que o corpo estava na lagoa, mas que a mãe não havia atendido as ligações.

O DESABAFO

A gravação foi feita pela jornalista Glacieri Carraretto, na tarde desta segunda-feira (13), na Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP)

MISTO DE SENTIMENTOS

Questionada sobre a sensação de ver o sequestrador de Thayná preso, Clemilda, em princípio, desabafa: "Pelo menos isso, pelo menos isso". Muito abalada, continua: "Não sei o que essa prisão traz, não sei se é alívio, é uma mistura de sentimentos muito grande. Não sei. Não sei se está doendo, se está me matando, não sei o que está acontecendo".

ÓDIO E CONFORTO

"Não vou ter a oportunidade de pôr as minhas mãos em cima dele, mas saber que ele não fará isso com criança alguma já é confortante".

Clemilda reforça que queria ter acesso a Ademir. "Esse monstro, esse verme não conhecia minha filha. E eu não o conhecia. Quero que ele fale isso na minha frente, que fale isso para mim".

'NÃO ME CALEI'

Sinto muito que isso tenha acontecido comigo, mas, só de saber que foi comigo e que eu não me calei, que consegui colocá-lo atrás das grades é uma recompensa.

SEM RUMO

Questionada sobre o que pensa em fazer daqui para frente, Clemilda desabou em choro. "Eu não pensei ainda, eu não sei, eu não sei".

ADEMIR ESTAVA COM VISUAL DIFERENTE

Vinte e sete dias depois de sequestrar a menina Thayná Andressa de Jesus, Ademir Lúcio Ferreira, estava com uma aparência diferente de quando levou Thayná em um carro no dia 17 de outubro no bairro Universal, em Viana.

Na imagem do momento da prisão, divulgada pelo secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, em sua página no Facebook, na manhã desta segunda-feira (13), é possível ver que Ademir está mais magro, com cabelo e barba maiores.

OSSADA E ROUPA ENCONTRADAS NA SEXTA

Clemilda Jesus fez protestos em busca de respostas sobre a filha raptada
Clemilda Jesus fez protestos em busca de respostas sobre a filha raptada
Foto: Bernardo Coutinho - GZ

O padrasto da menina Thayná reconheceu que a roupa encontrada pela polícia na manhã de sexta-feira (10) é da enteada, segundo informação foi divulgada pelo delegado responsável pelo caso, José Lopes, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A mãe da Thayná, Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, ficou muito abalada quando o companheiro reconheceu a roupa no DML de Vitória e nem conseguiu olhar a peça. Quando ouviu o companheiro confirmar que era o vestido da menina, Clemilda passou mal, chorou muito e saiu do departamento.

“A mãe pediu para ver a ossada, eu expliquei para ela como estava a situação, mas mesmo assim ela quis ver. Então fomos eu, o padastro e a mãe. Clemilda entrou, olhou a primeira veste e disse que não era da filha. Na outra mesa tinha outras vestes. Quando o padrasto foi para outra mesa, ele olhou, parou e disse: 'É'. Com isso, Clemilda passou mal. Ela não chegou a ver o vestido. É difícil, é pesado, DML é complicado. Ela caiu no chão gritando e chorando”, afirmou José Lopes.

Segundo o delegado, a peça de roupa encontrada é muito semelhante com a que Thayná usava no dia do sequestro. No entanto, mesmo com o padrasto reconhecendo que o vestido era da menina, somente o teste de DNA pode confirmar oficialmente se a ossada encontrada é da Thayná. A previsão inicial é que o exame fique pronto em 30 dias. O delegado José Lopes prometeu empenho da equipe para fazer com que esse prazo seja reduzido.

Clemilda e o esposo na entrada do DML de Vitória
Clemilda e o esposo na entrada do DML de Vitória
Foto: Paulo Cordeiro | TV Gazeta

O VÍDEO DO SEQUESTRO

Em 17 de outubro, dia em que Thayná, de 12 anos, desapareceu no bairro Universal, em Viana, a mãe Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, procurou a polícia. Os dias seguintes foram uma via crucis. Foram idas aos comércios do bairro, conversas com moradores, tudo para levantar informações que pudessem ser usadas para ajudar na busca pela menina.

Até na casa do suspeito de ter raptado a filha dela, Clemilda foi. Tudo feito, segundo a costureira, sem a ajuda da polícia. O que conseguiu, entregou para a investigação. “Entreguei o vídeo dela entrando no carro e falei: "Agora vocês acreditam que minha filha não fugiu? Só assim o caso passou a ser tratado como sequestro", desabafa.

Uma pessoa não pode chegar para você e dizer: “Mãe, calma. Sua filha fugiu com o namorado”. A gente conhece o filho da gente só de amamentar, se vai ser guloso ou não. Calmo ou levado. Conheço minha filha. Se eu tivesse alguns zeros a mais na conta, tudo isso seria diferente. Quando disseram que ela podia ter fugido, a primeira coisa que procurei foi uma boneca de pano que ela tem desde os quatro anos e não larga por nada.

Sobre as críticas de que a mãe da garota correu atrás de provas sem ajuda da polícia,o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, afirmou que a investigação já acontecia de forma silenciosa e que não havia distinção do Estado entre vítimas por classe social. Para o secretário, a Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD) agiu de forma correta.

“Não vou me abater com a crítica de uma mãe que está com a filha desaparecida. Acho que o desespero é tão grande que tudo se justifica. No lugar dela, como pai, faria o mesmo. O fato dela ter ido atrás das imagens, não significa que a polícia não estivesse trabalhando”, afirmou o secretário.

OPERAÇÃO EM VIANA

As ossadas de uma criança do sexo feminino e restos de roupas foram encontrados em um brejo, próximo a uma lagoa de Viana, na localidade de Areinha. As buscas foram realizadas por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT) da Polícia Civil e de militares do Corpo de Bombeiros.

Perícia vai analisar se ossada achada em lagoa é da menina Thayná
Perícia vai analisar se ossada achada em lagoa é da menina Thayná
Foto: Bernardo Coutinho | GZ

Segundo o delegado, a polícia recebeu a informação de que Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 52 anos, acusado de sequestrar a menina Thayná, usava essa área para cometer os crimes contra as vítimas dele. "Fizemos um pente-fino na região com buscas na lagoa e no entorno e não localizamos nada. Por volta das 9h50 tivemos êxito em achar uma ossada de uma menina", ressaltou o delegado.

O delegado garantiu que vai pedir prioridade para que a identificação do corpo aconteça logo. O prazo protocolar é de no máximo 30 dias. O delegado José Lopes também afirmou que o matagal próximo ao brejo onde a ossada foi encontrada estava queimado, fato que ocorreu no dia 31 de outubro. Mesmo dia em que a polícia divulgou o caso Thayná, às 11 horas, apontando Ademir como suspeito do desaparecimento da menina.

FICHA CRIMINAL

Ademir Lúcio Araújo Ferreira, 52 anos, já cumpriu pena por homicídio e saiu da cadeia em dezembro do ano passado. Ele também é acusado de estupro de uma menina de 11 anos e tem passagens policiais por roubo e estelionato. 

Ademir Lúcio Ferreira Araújo
Ademir Lúcio Ferreira Araújo
Foto: Divulgação | Polícia Civil

CARRO USADO NO SEQUESTRO É ENCONTRADO EM GUARAPARI

O carro usado pelo sequestrador de Thayná foi encontrado pela polícia no dia 6 de novembro, em Guarapari. O Gol de cor prata estava em uma oficina mecânica, com o motor batido. Segundo o titular da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, José Lopes, cerca de 10 dias depois do sequestro de Thayná, Ademir vendeu o carro para um queijeiro.

Foto: Ricardo Medeiros | GZ

A transação ocorreu no dia 28 de outubro, em Cobilândia, Vila Velha. O comprador informou à polícia que negociou a compra do veículo por R$ 5 mil, pagou R$ 2 mil na hora e combinou com Ademir que acertaria o restante depois. A Polícia Civil acredita que ele tenha feito a compra de "boa fé", e não teria ligação com o sumiço da Thayná.

ESTUPRO DE CRIANÇA ANTES DE SEQUESTRAR THAYNÁ

Ademir agiu de modo parecido para estuprar uma criança de 11 anos. O caso aconteceu três dias antes do desaparecimento de Thayná. Ademir Lúcio Araújo Ferreira, 52, utilizou o mesmo carro, um Gol Prata, e abordou a vítima também no mesmo bairro de Viana, região da Grande Vitória.

A menina de 11 anos tinha saído para ir ao supermercado a pedido da família e o suspeito, na rua, ofereceu uma carona, mas logo depois desviou o caminho.

De acordo com o delegado Lorenzo Pazolini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o acusado levou a vítima para um galpão em construção.

"Ela foi estuprada. Nós temos a confirmação, nós temos laudo do DML, temos também o reconhecimento de testemunhas. Então não temos dúvida nenhuma da autoria (do crime) porque ele foi reconhecido pela vítima, foi reconhecido por testemunhas presenciais. Ele levou a menina para um local ermo, um local onde está sendo construído um galpão no município de Viana. Aí ele estacionou o carro em um local onde tem uma grande depósito de material e esse depósito forma monte. Atrás desse monte, ele estacionou o veículo - era uma área oculta do restante do terreno", relata o delegado.

A menina foi abandonada no meio da rua depois do crime e precisou ser hospitalizada. Ela já recebeu alta, segundo o delegado.