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Perícia vai analisar se ossada achada em lagoa é da menina Thayná

Delegado José Lopes diz que já há material biológico da menina desaparecida para fazer a análise

Polícia recolhe ossada em Viana
Polícia recolhe ossada em Viana
Foto: Ruhani Maia | A Gazeta

O delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, afirmou que uma ossada de criança do sexo feminino foi encontrada em um brejo próximo a uma lagoa de Viana, na localidade de Areinha. As buscas foram realizadas na manhã desta sexta-feira (10) por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT) da Polícia Civil e de militares do Corpo de Bombeiros.

Segundo o delegado, a polícia recebeu a informação de que Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 52 anos, acusado de sequestrar a menina Thayná, usava essa área para cometer os crimes contra as vítimas dele. "Fizemos um pente-fino na região com buscas na lagoa e no entorno e não localizamos nada. Por volta das 9h50 tivemos êxito em achar uma ossada de uma menina", ressaltou o delegado.

 

 

EXAME DE DNA

Ainda de acordo com José Lopes, terá que ser feito um exame de DNA para comparar se a ossada encontrada é da menina Thayná, que está desaparecida há 24 dias. "A gente já tem o material biológico dela para fazer essa comparação", finalizou.

O resultado do teste de DNA tem uma previsão inicial de ficar pronto em 30 dias, mas José Lopes prometeu empenho da equipe para fazer com que esse prazo seja reduzido.

MÃE DA THAYNÁ

Foto: Ruhani Maia | A Gazeta

A mãe da menina Thayná, Clemilda Aparecida de Jesus, de 31 anos, foi procurada pela reportagem da CBN, mas não quis comentar o assunto, assim como familiares. Vizinho e amigo de Clemilda, o motorista Dailton Carlos, de 35 anos, diz que a mãe de Thayná ficou desesperada em saber da situação, mas pediu que boatos não sejam espalhados pela internet. “Pedi ao pessoal do grupo para verificar porque isso atrapalha até o trabalho da polícia. A mãe estava vindo desesperada. Pedi ao pessoal para passar informações só se tiver certeza”, declarou.

O delegado responsável pelo caso garantiu que vai pedir prioridade para que a identificação do corpo aconteça logo. O prazo protocolar é de no máximo 30 dias. A polícia já recebeu mais de 20 denúncias do caso por meio do 181. O caso ainda segue sob sigilo e Ademir é considerado foragido.

MATAGAL QUEIMADO

O delegado José Lopes também afirmou que o matagal próximo ao brejo onde a ossada foi encontrada estava queimado, fato que ocorreu no dia 31 de outubro.

No entanto, não havia marca de fogo nos restos mortais. Além da ossada, no local também foram encontradas algumas peças de roupas. Todo o material foi recolhido e encaminhado pela perícia ao Departamento Médico Legal (DML), em Vitória.

Segundo o delegado, o inquérito continua, e Ademir, apesar de boatos de que ele teria sido preso nesta sexta, continua foragido.

TIA DE THAYNÁ ACOMPANHOU BUSCAS

No local para acompanhar as buscas, a tia de Thayná, Verônica Cristina de Jesus, 22 anos, disse para a reportagem que a esperança da família é de que a ossada não seja da sobrinha. A família seguiu para a DHPP.