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Polícia encontra ossada de rapaz executado na Serra

Felipe dos Santos Faustin, de 21 anos, desapareceu com o amigo de infância Bruno Santos Freitas no dia 31 de agosto

A mãe de Felipe compareceu ao DML para fazer coleta de material genético para comparar com o DNA da ossada
A mãe de Felipe compareceu ao DML para fazer coleta de material genético para comparar com o DNA da ossada
Foto: Fernando Madeira

Chegou ao fim mais de dois meses de angústia da família de Felipe dos Santos Faustin, de 21 anos. Nesta quarta-feira (13), a polícia encontrou uma ossada que pode ser do jovem. "Para mim, não tenho dúvidas. As roupas são do meu filho. Eu já sabia que ele estava morto, por isso essa situação me traz alívio", desabafou a mãe de Felipe, a Fabrícia Gonçalves, 37 anos.

Felipe havia desaparecido no dia 31 de agosto com o amigo de infância, Bruno Santos Freitas, 21, em Parque das Gaivotas, na Serra. O corpo de Bruno foi encontrado em outubro, após a mãe dele receber uma mensagem por Whatsapp explicando sobre o local exato. A polícia acredita que os jovens foram levados reféns e executados por traficantes.

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Na manhã desta quarta-feira, uma operação coordenada pelo delegado José Lopes, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), fez buscas em mais de 1 mil metros quadrados de área de mata e localizou a ossada. A operação foi realizada em conjunto com o Corpo de Bombeiros.

Os restos mortais estavam a 115 metros de distância do local onde foi encontrado o corpo de Bruno, amigo de infância de Felipe. Segundo a polícia, a operação contou com 14 policiais e 6 bombeiros militares.

"Foi uma ação que durou duas horas. A família precisava desse retorno, mesmo já acreditando que ele estava morto", detalhou José Lopes. Segundo o delegado, as informações iniciais são de que traficantes teriam levado os dois amigos até o local e atirado primeiro em Felipe, com um tiro na cabeça, e Bruno, ferido, correu para tentar se salvar.

A mãe de Felipe compareceu ao DML para fazer coleta de material genético para comparar com o DNA da ossada. Porém, as roupas encontradas no local já foram reconhecidas pela família como sendo dele. O assassinato dos dois amigos será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra.

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