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Linhares: casa onde servidor federal foi morto passa por perícia

Cláudio Henrique Batista foi assassinado na noite de terça-feira ao chegar em casa, no bairro Colina. Nenhum suspeito do crime foi preso até o momento

Corpo de Cláudio Henrique Batista é velado na Capela Mortuária do Cemitério São José, em Linhares
Corpo de Cláudio Henrique Batista é velado na Capela Mortuária do Cemitério São José, em Linhares
Foto: Loreta Fagionato

Rua interditada e muita movimentação na residência onde o assessor de juiz Cláudio Henrique Batista, de 42 anos, foi morto na noite de terça-feira (5), no bairro Colina, em Linhares. A vítima foi atingida por sete disparos de arma de fogo e não resistiu.

Por volta das 18h desta quarta-feira (6), o delegado André Jaretta e o delegado responsável pelo caso, André Costa, além de investigadores e peritos, estiveram no local fazendo uma simulação da cena de crime. Eles não quiseram dar detalhes da ação policial para não atrapalhar as investigações. O trabalho da polícia durou cerca de 2 horas. 

> Família crê que morte tem relação com trabalho

A ação chamou atenção de curiosos que acompanhavam atentamente o trabalho da polícia. Era possível ver o momento em que os peritos tentavam refazer os passos dados pelos criminosos que mataram Cláudio e inclusive utilizaram simulacros, para simular o momento em que os tiros atingem o servidor.

Cláudio Henrique morava em Linhares há cerca de dez anos e atuava como assessor de juiz na Justiça Federal do município. Ele foi assassinado quando chegava em casa. O caso continua sendo investigado, mas até o momento nenhum suspeito foi detido.

TRISTEZA E PEDIDOS DE JUSTIÇA

Sepultamento do assessor de juiz Cláudio Henrique Batista
Sepultamento do assessor de juiz Cláudio Henrique Batista
Foto: TV Gazeta

O corpo de Cláudio Henrique foi enterrado na tarde desta quarta-feira (6), por volta das 16h, no cemitério São José em Linhares. No local, o clima era de tristeza e pedidos de justiça por familiares e amigos que dizem desconhecer a motivação do crime.

A empresária Lúcia Drago, amiga do servidor, contou como era o convívio com a vítima. “O Cláudio era uma pessoa totalmente tranquila, educadíssima, uma pessoa culta, pessoa acima de qualquer suspeita. É inacreditável a gente admitir que de fato aconteceu uma fatalidade dessa com ele”, lamenta.

Para o contador e primo da esposa de Cláudio, Claciomar Grassi, o que a família espera é justiça: “vamos aguardar agora que a justiça seja feita, para que esses elementos não tirem a vida de outras pessoas honestas e corretas da sociedade. Que não nos cause mais tanta dor e sofrimento”.

LUTO

Nesta quarta-feira (6), a sede da Justiça Federal em Linhares permaneceu fechada e com uma faixa de luto. O órgão divulgou nota lamentando o ocorrido e disse que está acompanhando as apurações junto às autoridades competentes.

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