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Homem que cortou partes íntimas da companheira com caco de vidro é preso

Agressões ocorreram no Dia das Mães, na frente do filho de 3 anos da vítima

Mulher mostra marcas deixadas pelas agressões do namorado em Cariacica
Mulher mostra marcas deixadas pelas agressões do namorado em Cariacica
Foto: Fernando Madeira

O auxiliar de obras de 34 anos, acusado de cortar o corpo e cabelo da esposa com caco de vidro após a comemoração de Dia das Mães no último domingo, em frente ao filho dela, foi detido na manhã desta terça-feira (14) no bairro de Nova Rosa da Penha, em Cariacica.

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De acordo com informações da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Cariaca, o homem deverá iniciar o cumprimento da prisão preventiva, por agressão, na forma da Lei Maria da Penha. Ele foi abordado na residência da mãe e não ofereceu qualquer resistência. Na delegacia, chegou a negar ter cometido as práticas criminosas. 

Após os procedimentos determinados pela autoridade policial, ele será encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

A VIOLÊNCIA

O Dia das Mães de uma faxineira de 23 anos era para ter sido comemorado durante todo o dia. A programação já estava até preparada e um churrasco seria realizado, mas acabou sendo interrompida após ser torturada pelo companheiro, de 34 anos, na frente do filho de 3 anos. O caso aconteceu no domingo (12), por volta das 7h30, em Cariacica.

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Essa foi mais uma das inúmeras agressões que deixam marcas por todo o corpo da vítima. Desta vez, o agressor usou caco de vidro para ferir todo o seu corpo, inclusive as partes íntimas. O material também foi usado para cortar o cabelo dela, que carregava por todo o tempo enquanto prestava denúncia contra ele no Plantão Especializado da Mulher (PEM).

Ela relatou que as agressões sempre foram motivadas por ciúme e estava tentando se separar dele, com quem mora há um ano e quatro meses. Ela disse que todas as vezes que pedia para sair de casa era ameaçada de morte. “Ele chegou dizendo que iria me matar, se eu não ficasse com ele não seria de mais ninguém”, disse.

Após a agressão, segundo ela, ele começou a sacudi-la para saber se estava bem, mas após não notar nenhuma reação da vítima, saiu de casa. “Ele me chamava de amor e me balançava, mas eu tentava não demonstrar nenhuma reação e pedia a Deus para ter misericórdia. Ele saiu de casa achando que eu estava morta, foi aí que consegui ir para a casa da minha mãe com meu filho”.

Horas depois da agressão ele tentou retornar à residência, mas fugiu do local antes da Polícia Militar conseguir pegá-lo.

Ela contou que já perdeu as contas de quantas vezes foi agredida. Decidiu procurar a polícia pela primeira vez após notar seu corpo todo deformado e perceber que os pedidos que ela fazia para que ele saísse de casa não estavam resolvendo.

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