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Janot pede saída de Gilmar de casos da 'Ponto Final'

Procurador-geral atendeu a pedido da força-tarefa da Lava-Jato no Rio

Ministro Gilmar Mendes e procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Ministro Gilmar Mendes e procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Foto: Montagem

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, dois pedidos de impedimento do ministro Gilmar Mendes, para os casos envolvendo os empresários do setor de transportes Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.

Janot atendeu a um pedido da força-tarefa da Lava-Jato no Rio, que encaminhou na sexta-feira um ofício solicitando que o procurador-geral entrasse com o arguições de impedimento contra o ministro.

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Teixeira e Jacob Barata Filho foram presos por conta da Operação Ponto Final, que investiga o pagamento de propinas por parte dos empresários de ônibus a políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) em troca de vantagens.

O pedido da força-tarefa foi feito após Gilmar conceder habeas corpus para Barata Filho e Lélis Teixeira, na quinta-feira. Os dois continuaram presos, porque novos mandados de prisão foram expedidos. Na sexta-feira, contudo, o ministro concedeu novos habeas corpus.

No pedido, Janot alegou que há "vínculos pessoais impedem o magistrado de exercer com a mínima isenção suas funções no processo". Além do impedimento, ele pede a anulação do atos do ministro referentes aos dois investigados.

Um dos motivos alegados foi o fato de Gilmar ter sido padrinho de casamento de Beatriz Barata, filha de Jacob Barata, em 2013. O procurador-geral também alega que Guiomar Mendes, esposa do ministro, ser tia de Francisco Feitosa Filho, que se casou com Beatriz.

Outra alegação é que o escritório de Sérgio Bermudes, onde Guiomar trabalha, ter atuado em processos da Operação Ponto Final representando empresas jurídicas ligadas a Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.

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