Notícia

Não vejo risco de anulação de decisões da Lava Jato, diz Raquel

Procuradora-geral comentou nesta quinta, 14, possibilidade de o Supremo decidir que casos de corrupção e lavagem de dinheiro, quando relacionados a caixa 2, sejam processados na justiça eleitoral

Não vejo risco de anulação de decisões da Lava Jato, diz Raquel
Não vejo risco de anulação de decisões da Lava Jato, diz Raquel
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que não enxerga neste momento o risco de anulação de decisões da Operação Lava Jato se o Supremo Tribunal Federal decidir que casos de corrupção e lavagem de dinheiro, quando relacionados a caixa 2, devem ser processados na justiça eleitoral. (Com informações obtidas a partir do blog do Repórter Fausto Macedo)

“Eu não vejo esse risco nesse momento. mas é preciso avaliar tudo isso com muito cuidado e manter o foco. Não perderemos o foco contra a corrupção e contra a impunidade no país”, afirmou Raquel Dodge, nesta quinta-feira, 13, instantes antes da retomada do julgamento que discute o destino de processos de corrupção e caixa 2.

O comentário de Dodge vem um tom abaixo do discurso de membros da Força-Tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, que tem apontado uma derrota no julgamento como algo catastrófico. Dodge disse que, qualquer que seja a decisão tomada, irá respeitar e afirmou que irá trabalhar para impedir riscos à Lava Jato.

Leia também

“Eu espero que a decisão de hoje seja nesta linha que defendi. Se não for, a minha instituição e eu também respeitarei essa decisão, mas é preciso é preciso também reorganizar as forças instituições com os instrumentos jurídicos que temos para continuar enfrentando o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro. Esta é uma prioridade permanente da nossa instituição, e qualquer que seja o resultado continuaremos firmes nesse propósito”, disse Dodge.

Ao afirmar que, se houver riscos, deve-se trabalhar para que ele seja superados, a procuradora-geral Perguntada disse que “se necessário, iremos ao parlamento pedir algum instrumento jurídico”, sem detalhar. “O importante é que a gente siga firme nesse propósito contra a corrupção, lavagem de dinheiro, e crime organizado”, disse.

CRISE

Raquel Dodge foi criticada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), após apresentar uma ação contra o acordo assinado entre a Força Tarefa da Lava Jato no Paraná e a Petrobrás. Sobre a crítica, ela se defendeu.

“Eu recebo com muita tranquilidade, porque exerci minha atribuição nos limites dela, apresentando à Corte as razões que acredito que tornam essa ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) precedente. Vamos aguardar o pronunciamento da Corte”, disse.

Ver comentários