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Santos Cruz critica polêmicas: 'Não pode atacar pessoas e familiares'

No Espírito Santo, o ex-ministro de Bolsonaro criticou uso de redes sociais por algumas pessoas públicas. Em agosto, o presidente endossou um comentário sobre a aparência da mulher do presidente francês, Emmanuel Macron

General Santos Cruz participou de um evento em Vila Velha
General Santos Cruz participou de um evento em Vila Velha
Foto: Caíque Verli

O general e ex-ministro de Jair Bolsonaro (PSL) Carlos Alberto dos Santos Cruz criticou a forma como algumas pessoas públicas utilizam as redes sociais. A declaração foi dada durante uma palestra em Vila Velha, nesta quarta-feira (11).

Sem citar nomes, Santos Cruz, que foi demitido em junho da Secretaria de Governo da Presidência, apontou que não se pode atacar pessoas nem familiares e que o que se vê, muitas vezes, é um nível baixo na internet.

"O que você não pode é atacar as pessoas ou os familiares. O que a gente vê muitas vezes é partir para um nível baixo deseducando a população. Porque aí todo mundo passa a achar aquele palavreado normal de ataques pessoais”, disse, durante a palestra na Universidade Vila Velha (UVV).

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Essa declaração de Santos Cruz ocorre duas semanas depois de o presidente Jair Bolsonaro se envolver em uma polêmica na internet. No final de agosto, o presidente endossou um comentário de um internauta na sua página no Facebook em que zombava da mulher do presidente francês, Emmanuel Macron, que havia criticado a reação do governo brasileiro à disparada nas queimadas na Amazônia neste ano. O ato de Bolsonaro provocou uma reação de líderes mundiais.

Um canal de televisão francês captou uma conversa de Macron com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na qual o chefe de Estado francês critica duramente Bolsonaro, e conta com o endosso dos outros dois líderes presentes.

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Após a palestra, o ex-ministro Santos Cruz, ao ser questionado se a fala dele na palestra fazia referência à postura de Bolsonaro, afirmou que não se se sentia à vontade para fazer uma avaliação por ter feito parte do governo, mas disse que essas discussões pessoais provocam uma repercussão ruim para a imagem do Brasil no exterior. "Não é boa a consequência. Discutir um assunto é normal, agora essa parte pessoal não traz benefícios para o país."

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