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Lelo: "Teríamos dois pré-candidatos a governador e ficamos sem nenhum"

A senadora Rose de Freitas já migrou para o Podemos e pretende disputar o Palácio Anchieta. O governador Paulo Hartung anunciou que não vai concorrer à reeleição

Deputado federal Lelo Coimbra é o presidente estadual do MDB
Deputado federal Lelo Coimbra é o presidente estadual do MDB
Foto: Zeca Ribeiro/Ag. Câmara

Presidente do MDB estadual, o deputado federal Lelo Coimbra, aliado de primeiríssima hora do governador Paulo Hartung, do mesmo partido, reconhece que a sigla saiu perdendo com a decisão do chefe do Executivo de não disputar a reeleição, mas ainda vê força na legenda para a costura de alianças.

Além da cabeça de chapa na disputa pelo Palácio Anchieta, o MDB ainda ficou sem a senadora Rose de Freitas, que migrou para o Podemos para lançar sua pré-candidatura ao governo.

"Teríamos dois pré-candidatos a governador e ficamos sem nenhum. Objetivamente, teríamos a chapa majoritária de governador e passamos a não ter. Diminui o protagonismo, mas não tira a força para ser parte da aliança. Temos tempo de TV, temos bancada e o compromisso do governador de, mesmo não sendo candidato, de poder ser parceiro, apoiar o resultado dessa nossa construção (por um nome substituto)", afirma o deputado.

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Lelo, até o anúncio de Hartung na última segunda-feira (09), dizia que o governador atenderia a um "chamado" para as urnas. "Eu não tenho dúvidas que o governador vai estar pronto e disponível para, sendo chamado, ser nosso candidato a governador", afirmou, no último dia 19.

"Isso foi uma fala que ele colocou várias vezes. A falta do desejo de disputar estava presente, mas ele dizia que, se chamado fosse, se necessária a sua presença, ele se colocaria e todos nós a reproduzíamos", disse, nesta terça-feira (10), à reportagem.

O MDB esteve entre os signatários de uma nota, divulgada também nesta terça, em que nove partidos da base aliada se dizem unidos e "exortam" o senador Ricardo Ferraço (PSDB) e o deputado estadual Amaro Neto (PRB) a liderarem o caminho em busca um candidato palaciano. 

COLNAGO

O vice-governador César Colnago ficou de fora. "O PSDB ofereceu o nome do Ricardo e o PRB, o do Amaro. O próprio César, cedo (na reunião pela manhã na residência oficial da Praia da Costa, na segunda-feira, 09) se colocou como candidato a deputado federal, não se apresentou como alternativa de nome para o Palácio", lembra o presidente do MDB.

Sobre o risco de debandada na base aliada, apesar do discurso de união, Lelo avalia que dois fatores serão determinantes para manter todo mundo junto: a definição, que tem que ser breve, do nome que vai disputar o Palácio (ou seja, a escolha entre Ricardo Ferraço e Amaro Neto) e a articulação que o pré-candidato conseguir manter com as legendas em relação à montagem das chapas proporcionais (cargos de deputado federal e de deputado estadual).

As convenções partidárias, em que os nomes dos candidatos são referendados, ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto.

REVIRAVOLTA

Sobre a possibilidade de uma reviravolta de Hartung até lá, que chegou a ser aventada por alguns adversários e até alguns aliados na segunda-feira (09), Lelo diz ser muito improvável. "Seria pior, muito ruim para ele (Hartung) e para nós. Mas não acredito nisso. Ele refletiu muito", afirma Lelo.

"Mesmo esse terceiro mandato (o atual) ele relutou muito em disputar. E o mandato lhe exigiu um sacrifício pessoal grande, inclusive em função da lesão maligna que ele teve na bexiga. Tudo isso foi muito penoso", avalia.

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