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Candidata do PT ao governo disputará sua primeira eleição

Plano principal do partido era buscar uma coligação para eleger dois deputado federais

Jackeline Rocha é estudante de administração e candidata do PT ao governo do Estado
Jackeline Rocha é estudante de administração e candidata do PT ao governo do Estado
Foto: Vitor Jubini

Filiada ao PT desde 2004, a candidata do partido ao governo do Estado, Jackeline Oliveira Rocha, de 34 anos, disputará sua primeira eleição. Microempreendora e estudante de administração, ela pretende "repensar o papel dos educadores" e "buscar estabilidade econômica para a retomada dos empregos".

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"Sempre trabalhei na apresentação de propostas, de quais saídas o governo tem que apresentar para a classe trabalhadora. Hoje estou do lado contrário. Para mim, que não venho de nenhuma eleição, é desafiador. Só temos pessoas que são carimbadas do cenário político e que têm um poder econômico muito grande pra poder disputar a eleição", disse.

Durante cerca de um ano, em 2016, Jackeline atuou como gerente de economia solidária e microcrédito da Secretaria Estadual de Desenvolvimento. Questionada se o vínculo com o governo Hartung a impedirá de tecer críticas à gestão, ela disse que a proposta da candidatura é ter um "olhar no futuro".

Apesar de ressalvas ao ajuste fiscal, algo que para a candidata é "provocado intencionalmente", ela diz não caber a ela avaliar o governo Hartung.

"Não vamos fazer comparativo dos anos anteriores, do que se deixou de fazer, do que se deixou de apresentar. O que precisamos é olhar a profundidade de onde estamos e saber onde queremos chegar. Quais os índices queremos? Quais índices de desenvolvimento buscamos? Que tipo de de educação a gente busca? E a partir das nossas perguntas buscar uma resposta", alegou.

O nome de Jackeline foi referendado na convenção do PT, realizada neste domingo (05), na sede do partido, em Vitória. Outros três nomes eram cotados para assumir a candidatura: o do ex-deputado Genivaldo Lievore, o do petista histórico Perly Cipriano e o da ex-secretária de Educação de Cariacica Célia Tavares.

Genivaldo e Perly retiraram os nomes e a convenção deliberou entre as duas mulheres. Célia teve 10 dos 22 votos e será a única candidata ao Senado do PT. Ela não participou da convenção, pois estava fora do Brasil, segundo o presidente do partido, João Coser.

CONJUNTURA

Não era o plano principal do PT lançar candidatura ao governo. Os petistas tentaram viabilizar uma coligação tanto com Renato Casagrande (PSB) quanto com Rose de Freitas (Podemos). Eles pretendiam uma coligação que desse ao partido mais chances de eleger dois deputados federais. Sem sucesso nas tratativas, acabaram por lançar candidatura própria.

A tendência é a de que o deputado federal Helder Salomão, candidato à reeleição, e o ex-prefeito João Coser disputem uma vaga.

"A gente queria um ambiente que permitisse a disputa por dois deputados federais. Para fazer um só, a gente ia sozinho. Fomos buscar essa aliança, no sentido de criar a possibilidade, e não conseguimos encontrar. Foi opção nossa ficar com a candidatura própria", afirmou o líder da bancada do PT na Assembleia, o deputado estadual José Carlos Nunes.

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