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Rose de Freitas declara R$ 622 mil em bens

O valor é menor que os R$ 988.566,00 declarados em 2014, quando ela disputou o Senado

Candidata ao governo do Estado, senadora Rose de Freitas
Candidata ao governo do Estado, senadora Rose de Freitas
Foto: Ricardo Medeiros

A senadora Rose de Freitas (Podemos), candidata ao governo do Estado, declarou R$ 622.489,10 em bens à Justiça Eleitoral. O valor é menor que os R$ 988.566,00 declarados em 2014, quando disputou o Senado. O bem mais valioso registrado é como o de quatro anos atrás, uma casa no valor de R$ 160 mil. A cifra não foi alterada de lá para cá. A atualização do valor dos imóveis não é obrigatória e tampouco aferida pela Justiça.

Ao contrário de eleições anteriores, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não detalha os dados sobre os bens declarados. Da vez passada, por exemplo, era possível saber o endereço dos imóveis (a casa de R$ 160 mil em Fradinhos, Vitória) e o modelo dos veículos. Agora, não mais. Há, na declaração mais recente, também um apartamento de R$ 116.774,36; um veículo de R$ 1.800,00; outro de R$ 80.000,00; outra casa, de R$ 44.752,00; e terrenos, além de "sala ou conjunto" no valor de R$ 38.000,00.

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Sem o detalhamento, é difícil dizer exatamente o que "saiu" do patrimônio para provocar a diminuição dos valores declarados na comparação entre 2014 e 2018. Na eleição anterior era possível saber até que Rose tinha um carro Toyota 1982, no valor de R$ 1,8 mil. Agora há um veículo com o mesmo valor, mas nada atesta ser o mesmo. Outro exemplo é que antes havia um Ford Ranger (parcelado) de R$ 122 mil. Na declaração de 2018 não há veículo nesse valor. 

A reportagem tentou, sem sucesso, contato com a candidata, por telefone e por meio de sua assessoria de imprensa.

SEM VERIFICAÇÃO

Embora o TSE enquadre cada bem em um tipo – como terreno, veículo, apartamento e aplicação de renda fixa, por exemplo –, o patrimônio declarado não é verificado pela Justiça Eleitoral.

Os valores declarados servem apenas para que a sociedade possa acompanhar a evolução de bens dos políticos, a partir do momento em que eles se candidatam a cargo eletivo.

A legislação também não exige que o candidato apresente bens com os valores atualizados. Por isso, são comuns os imóveis e veículos listados com valores bem abaixo dos praticados no mercado.

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