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Bolsonaro está na UTI e previsão de internação é de oito a dez dias

Candidato foi vítima de um atentado a faca na cidade de Juiz de Fora

Jair Bolsonaro levou uma facada em ato de campanha em Minas Gerais
Jair Bolsonaro levou uma facada em ato de campanha em Minas Gerais
Foto: Reprodução

A equipe médica que atendeu o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou que ele deu entrada no hospital com “sinais de choque” e com uma “volumosa hemorragiainterna”, porque uma veia abdominal foi perfurada. A facada também provocou três perfurações no intestino delgado, que foram suturadas, e uma lesão grave no intestino grosso. A cirurgia, que levou duas horas, foi realizada na Santa Casa de Misericórdia e, segundo os médicos, ele chegou ao hospital sem estar vestindo colete à prova de balas.

Para tratar a lesão no intestino grosso, foi realizado um procedimento chamado colostomia, que consiste na colocação de uma bolsa para onde serão excretadas as fezes. Em função desta lesão, havia uma contaminação na cavidade abdominal, que segue sendo tratada com antibióticos.

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— As lesões que traziam risco à vida foram tratadas (na cirurgia). O quadro é naturalmente grave, mas ele está estável no momento. Foi uma lesão transfixante, muito profunda. Os Órgãos no abdome ficam sobrepostos — explicou o médico Luiz Henrique Borsato.

Bolsonaro está na UTI, procedimento padrão nestes casos, e a equipe estima um tempo mínimo de internação hospitalar variando entre oito e dez dias. Uma equipe do hospital Sírio Libanês, de São Paulo, chegará ainda esta noite a Juiz de Fora. O candidato deverá ser transferido quando houver condições, mas ainda não há prazo.

O médico Gláucio Souza, que também participou da cirurgia, relatou que o quadro era grave quando Bolsonaro chegou ao hospital.

— Chegou muito grave, com pressão muito baixa pela perda de sangue, mas conseguimos conter hemorragia a tempo.

Borsato acrescentou que a recuperação nas primeiras horas após a operação tem sido satisfatória, mas evitou traçar um prognóstico sobre a participação ou não de Bolsonaro nas agendas da campanha eleitoral.

— É muito subjetivo (dizer se pode ou não participar da campanha) — finalizou.

 

 

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