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Corrupção e desemprego são os maiores problemas do país

Os números foram revelados por pesquisa do Instituto Futura, que apontou crescimento da preocupação dos eleitores principalmente com o desemprego

Carteira de trabalho: desemprego na lista dos maiores problemas do país
Carteira de trabalho: desemprego na lista dos maiores problemas do país
Foto: Fernando Madeira

A corrupção permanece sendo encarada pela maioria dos eleitores do Espírito Santo como o principal problema do país atualmente. No entanto, uma nova pesquisa do Instituto Futura, realizada no mês de agosto deste ano, revela que vem crescendo entre os capixabas uma outra preocupação: o desemprego.

O levantamento foi realizado entre os dias 28 e 30 de agosto e ouviu 800 eleitores do Espírito Santo face a face. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a pesquisa está registrada sob o número ES-06695/2018. O nível de confiabilidade é de 95%.

Enquanto em julho deste ano quase metade dos entrevistados (45,5%) apontaram a corrupção como o maior problema em nível nacional, em agosto este percentual foi reduzido para 23,9%. Em compensação, o desemprego, que antes era citado por 10,9% dos eleitores, passou a ser indicado por 20,6% deles.

 

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Cresceu também a preocupação dos capixabas com a saúde no país: em julho foi apontada como problema por 9,8% dos eleitores e em agosto registra 14%; com a segurança, que passou de 5,9% para 13,8%, de um mês a outro; e com a educação, que antes era apontada por 5,9% dos eleitores e em agosto subiu para 8,5%.

PERFIL DO ELEITOR

O cruzamento de dados da pesquisa mostra que os perfis dos eleitores que optaram por corrupção e desemprego são praticamente opostos. Moradores da Região Central do Estado foram os que mais apontaram a corrupção como problema número um do país (27,9%).

Embora seja lembrado por pessoas de todas as faixas etárias, o tema é mais recorrente entre os jovens, já que 34,3% dos que elegeram a corrupção como principal problema têm entre 16 e 24 anos. Em relação à situação econômica e ao nível de escolaridade, o problema aparece mais forte tanto na classe A/B (31,3%) quanto na classe C (27,88%) e entre eleitores que concluíram o ensino superior (31,3%).

Já o desemprego foi apontado como maior problema por eleitores do Litoral Norte do Estado (25,6%) e desperta maior preocupação entre pessoas dos 45 aos 59 anos (27,9%) e dos 25 a 34 anos (24,1%). O tema é mais citado por eleitores das classes D/E (25,1%) e C (20,8%) e por indivíduos que estudaram até o ensino fundamental (26,6%).

 

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