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Ibope: Bolsonaro tem 28%; Haddad, 19%; Ciro, 11%

Candidato do PT alcança 19% das intenções de voto e abre vantagem sobre Ciro; presidenciável do PSL oscila dois pontos para cima e permanece na frente, diz pesquisa encomendada pelo 'Estado' e TV Globo

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro
Fernando Haddad e Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, subiu 11 pontos percentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que oscilou dois pontos percentuais para cima e chegou a 28%. É o que revela pesquisa Ibope/TV Globo divulgada ontem, a quarta desde o início da campanha eleitoral.

A seguir aparece Ciro Gomes (PDT), que se manteve com os mesmos 11% da semana anterior. O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%. E Marina Silva (Rede) caiu de 9% para 6%.

“Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar outros cenários”, disse Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.

Em sua primeira semana como substituto do ex-presidente Lula – condenado e preso na Operação Lava Jato –, Haddad avançou de 8%, patamar que o colocava em situação de empate com três adversários, para 19%. Com isso, o petista abriu oito pontos de vantagem sobre Ciro, seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno.

O petista foi oficializado candidato no dia 11, após Lula ter sido barrado pela Justiça Eleitoral. A pesquisa atual é a primeira do Ibope que capta os efeitos da substituição. O levantamento é também o segundo desde que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), quando participava de um evento de campanha. Desde então, ele subiu seis pontos, de 22% para 28%.

SEGUNDO TURNO

As simulações de segundo turno mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope. Bolsonaro e Haddad teriam 40% cada em um confronto direto.

No cenário em que a disputa fosse entre Bolsonaro e Alckmin, o placar seria de 38% a 38%. Em um embate com Ciro, o candidato do PSL ficaria com 39%, ante 40% do pedetista. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se também de empate técnico.

A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina Silva (Rede), que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro.

O Ibope também mediu a rejeição dos candidatos entre os eleitores entrevistados. Bolsonaro é o mais rejeitado, com 42%; seguido por Haddad, com 29%; Marina, com 26%; Alckmin, com 20%; e Ciro, com 19%.

REGISTRO

O Ibope foi às ruas entre os dias 16 e 18 deste mês. No total foram entrevistadas 2.506 pessoas em 177 municípios. A margem de erro estimada do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo. O registro foi realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018. (Agência Estado)

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