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Se Bolsonaro ganhar, choro e saio da política, diz Ciro Gomes

Candidato do PDT participa de sabatina do Jornal O Globo, Valor Econômico e revista Época

Ciro Gomes
Ciro Gomes
Foto: Carlos Alberto Silva | GZ

Empatado em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, Ciro Gomes (PDT) destacou que vai "chorar" e deixar a política caso o adversário Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito. O ex-governador do Ceará participou de sabatina do Jornal O Globo, Valor Econômico e revista Época nesta quarta-feira. Ciro frisou que a política econômica de Paulo Guedes, já escolhido por Bolsonaro para comandar o ministério da Fazenda se vencer o pleito, pode quebrar o agronegócio.

- Vou desejar boa sorte a ele, cumprimentá-lo pelo privilégio e depois vou chorar. Eu saio da política. A minha razão de estar na política é confiar no povo brasileiro.

Ciro afirmou que não visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, porque não foi autorizado pela juíza de execuções penais e, depois, não foi incluído na lista feita pelo ex-presidente.

- Eu não iria por razão política, iria, por razão humanitária - disse Ciro.

NA ECONOMIA

Na sabatina, Ciro diz que pretende mudar as prerrogativas do Banco Central para que ele persiga uma meta da menor inflação possível e a maior geração de empregos. Hoje, o BC tem apenas uma meta de inflação como guia da política monetária.

— O Banco Central terá duplo comando. Para ter a menor inflação e o maior emprego. E o Banco Central será subordinado a mim — afirmou o candidato, acrescentando que não vê necessidade de dar autonomia operacional para a instituição.

Apesar de criticar a políticas econômica adotada pelo governo Michel Temer, ela disse que o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem atuado corretamente à frente da instituição.

Ciro afirmou ainda que fará uma redução de pelo menos 15% das desonerações fiscais concedidas a vários setores produtivos e que geram uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 354 bilhões. E, questionado sobre qual setor, poderá sofrer com essa decisão, apontou que o setor automobilístico é um deles.

— Qual o sentido de estimular o consumo de automóveis no Brasil com renúncia fiscal — disse Ciro, acrescentando que as montadoras estão com a produção parada e o argumento de manutenção de emprego não serve nesse caso.

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