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Temer tentará tranquilizar investidores sobre cenário eleitoral

Presidente também vai alertar para riscos de uma guerra comercial entre EUA e China

Temer
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Foto: RAFAELA MARTINS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na véspera de participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Michel Temer marcou um encontro com investidores, no Hotel Grand Hyatt, com a missão de tranquilizar o mercado internacional. Em meio ao cenário eleitoral confuso, Temer dirá que a economia está em ordem, que as instituições brasileiras são sólidas e que o Brasil vive uma democracia plena. O presidente pediu que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que está nos Estados Unidos desde a última quinta-feira, o acompanhe nas conversas.

Segundo fontes próximas a Guardia, um dos argumentos usados pelo ministro nos encontros que vem mantendo com investidores é que, de uma forma ou de outra, todos os candidatos à Presidência da República concordam que será necessário realizar algum tipo de ajuste na Previdência. Há consenso de que a situação do sistema previdenciário brasileiro é complicada.

O ministro também tem destacado que os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), estão cada vez mais atuantes. Ele Assegura, ainda, que a equipe econômica trabalha de forma coesa e independente, sem sofrer interferência da ala política do governo.

Na terça-feira, Temer abrirá a reunião da ONU com um discurso, seguindo uma tradição em que o Brasil é sempre o primeiro a falar na Assembleia Geral. Ele alertará para os riscos de uma guerra comercial no mundo e defenderá que a disputa entre Estados Unidos e China seja resolvida dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC). Dirá que todos têm a perder com esse conflito entre as duas maiores potências do planeta.

Outro ponto a ser destacado no discurso diz respeito ao tratamento dado pelo governo brasileiro aos venezuelanos que vêm para o país em busca de melhores condições de vida. Temer lembrará que o Brasil é um país que, historicamente, é formado por imigrantes e já passou por vários fluxos migratórios. Ele deverá defender que a solidariedade faça parte das ações de todos os países que recebem refugiados.

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