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Após a eleição, veja quem sobe e quem desce na política do ES

Saiba quem ganhou força e quem ficou para trás

Lideranças políticas tradicionais receberam um recado, talvez até inesperado – por elas – das urnas. Enquanto isso, novos nomes despontam no cenário. O senador Magno Malta (PR) é um dos grandes derrotados. O republicano, que chegou a ser cotado como primeira opção para ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), declinou do convite, apostou as fichas na disputa pela reeleição e agora ficou na planície.

O também senador Ricardo Ferraço (PSDB), outro que buscava mais oito anos na mesma cadeira, ficou pelo caminho.

Veja no fim da matéria o infográfico com a relação de quem sobe e quem desce.

Estreante nas urnas, Contarato obteve mais votos na eleição ao Senado; Magno Malta apostou na reeleição e ficou de fora
Estreante nas urnas, Contarato obteve mais votos na eleição ao Senado; Magno Malta apostou na reeleição e ficou de fora
Foto: Fernando Madeira e Arquivo

O delegado Fabiano Contarato (Rede), por sua vez, pode ser considerado um dos maiores, se não o maior vencedor. Estreante nas urnas – em 2014 ele desistiu de disputar em cima da hora – , obteve mais votos até que o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), e foi alçado em primeiro lugar para o Senado. Marcos Do Val (PPS), que também nunca havia concorrido a um cargo público, conseguiu a outra vaga.

Voltando aos que “desceram”, há a senadora Rose de Freitas (Podemos). Como o mandato no Senado é de oito anos, ela ainda tem mais quatro pela frente na Casa e, em tese, não teria nada a perder ao tentar ser eleita para o governo do Estado. A parlamentar que, inicialmente, figurava em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, no entanto, desidratou em meio à campanha, foi para terceiro nas pesquisas e acabou na quarta colocação. Na prática, saiu menor do que entrou. Em 2014, quando foi eleita para o Senado, ela obteve 776.978 votos. Agora, foram 105.754.

Presidente do MDB estadual e líder da maioria do governo Michel Temer, Lelo Coimbra não conseguiu se reeleger, apesar de ter sido o principal beneficiado na distribuição de recursos do fundo eleitoral, feita pelo próprio partido.

> O raio-X dos votos no ES

Já o vice-governador César Colnago (PSDB), que tentou, sem sucesso, viabilizar a candidatura ao Palácio Anchieta após o governador Paulo Hartung (MDB) decidir não disputar a reeleição, partiu para a disputa pela Câmara. Presidente do PSDB estadual, assim como Lelo ele contou com a maior fatia dos recursos disponibilizados pelo próprio partido para campanha e do tempo de TV, mas agora vai ficar sem mandato.

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Na outra ponta, entre os que “sobem”, está o apresentador de TV Amaro Neto, do PRB, que teve a candidatura ao Senado barrada pela cúpula nacional da legenda e terminou o pleito, como já especulado, como o deputado federal mais votado.

O segundo com mais votos para a Câmara é o novato Felipe Rigoni (PSB), de Linhares. Apoiado pelo projeto Renova BR, ele tem 28 anos e perdeu a visão aos 15.

Já o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), que em 2014 foi o parlamentar que chegou à Assembleia com menos votos, agora inverteu o jogo: foi o mais votado, escolha de 47.015 eleitores.

O deputado federal Carlos Manato (PSL) não foi eleito para o governo, mas ficou em segundo lugar com uma votação mais alta que o projetado, com 27,22% dos votos válidos, surfando na onda Bolsonaro. Outra candidata ao governo, a novata Jackeline Rocha (PT) conseguiu o terceiro lugar.

 

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