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Mãe abandona criança de 4 anos em escola de Cachoeiro de Itapemirim

A mãe revelou que há rejeição pelo menino, pois foi concebido quando ela ainda visitava o pai na prisão

A mãe revelou que há rejeição pelo menino, pois foi concebido quando ela ainda visitava o pai na prisão
Conselheiro tutelar

Uma mãe de 27 anos entregou o filho de apenas 4 anos a funcionários de uma escola municipal de Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, na tarde desta terça-feira (9). Ela alegou às funcionárias da unidade que não quer mais cuidar da criança. O Conselho Tutelar foi acionado.

Segundo o conselheiro tutelar Leandro Vieira, o caso aconteceu no início da tarde, na Escola Virgínia Coelho Atayde, no bairro Alto Amarelo. “Ela chegou à equipe da escola e disse que não ficaria mais com a criança, que preferia entregá-la para que outra pessoa cuidasse do que abandoná-la. Ela se mostrou fria, sem sentimentos”, avaliou.

A criança e a mãe eram moradores da zona rural de Muqui, e estaria morando com familiares em Cachoeiro há pouco tempo. “O menino está na casa de familiares. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e a guarda deve ser dada ao familiar”.

Ainda segundo o Conselho Tutelar, a criança é filho único da dona de casa, que já foi vítima de violência doméstica. O pai do menino cumpre pena pela Lei Maria da Penha e tráfico de drogas, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. “A mãe revelou que há rejeição pelo menino, pois foi concebido quando ela ainda visitava o pai na prisão”, disse Vieira.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Cachoeiro chegou a oferecer apoio no projeto Ronda de Apoio à Família (Rafa) — um serviço de segurança pública para acolhimento à mulheres vítimas de violência doméstica — mas ela teria se recusado.

A criança, segundo o conselheiro, está recebendo apoio psicológico. Casos deste tipo, segundo Vieira, não acontecem com frequência. "Temos muitos casos de abusos, maus-tratos dentro do ambiente familiar ou até fora, mas esse caso não é comum. Isso choca até os profissionais da área".

O caso foi registrado na delegacia de Cachoeiro de Itapemirim. A assessoria da Polícia Civil informou que encaminhou o caso à Promotoria da Infância e Juventude.

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