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Professor transforma monitores de TV ou computadores em aquários

Segundo o idealizador, projeto sustentável vai além das peças e desperta olhar da sociedade para resolução dos problemas

Desde o início do ano, quando tudo começou, 15 aquários já foram montados e distribuídos nas salas de aula
Desde o início do ano, quando tudo começou, 15 aquários já foram montados e distribuídos nas salas de aula
Foto: Thiago Bernardo de Souza

Televisores antigos e monitores de computadores que iriam para o lixo estão ganhando vida nas mãos dos alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus de Alegre, na Região do Caparaó. A partir da ideia de um professor, as peças que seriam descartadas se transformam em aquários.

A ideia partiu do professor de Aquicultura do Ifes, Thiago Bernardo de Souza. “A gente sempre passa e vê muitos televisores jogados na beira da estrada. Com essa questão de globalização, as pessoas se desfazem das coisas de qualquer forma, em qualquer local. Sempre que vemos um problema tentamos resolver, envolvendo a sociedade. Como trabalho com educação, pensei em como despertar o pensamento do aluno com uma solução, não só como uma critica”, revela.

No município vizinho de Jerônimo Monteiro, em parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Pereira Gomes, o projeto de extensão do Ifes ganhou forma e passou a ser chamado de BioTV Interativa.

Foto: Divulgação

 

TRANSFORMAÇÃO

Para a transformação, as peças, que vieram de doações e recolhimento no meio ambiente, são tratadas, recebem vidro e são vedadas com silicone. Os peixes – das espécies Gupi, Beta, Plati e Espada – são reproduzidos no campus. Toda a ação, envolve alunos dos cursos de engenharia de Aquicultura, Biologia, Tecnologia da Informação e pós graduação em agroecologia.

Desde o início do ano, quando tudo começou, 15 aquários já foram montados e distribuídos nas salas de aula da escola pública. Lá, os alunos fazem a ornamentação, aprendem sobre a biodiversidade, recebem palestras educativas e até peças teatrais. “A importância não é o aquário em si, mas a forma como vão ver esse material no meio ambiente. Esses alunos foram ao Ifes, viram, cuidaram dos animais. Tentamos tocar neste lado ambiental dos alunos.”.

A intenção do professor é ir além e difundir a sustentabilidade. “Agora recebemos convite de uma creche. A Câmara de Alegre nos convidou para tentar ampliar o projeto para outras escolas. Queremos despertar nas pessoas que podemos, de alguma forma, resolver os problemas”.

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