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Seu carro: saiba quando vale a pena recorrer às peças usadas

Profissionais orientam quando é possível reaproveitar itens e equipamentos no veículo

A orientação é nunca optar por usados em itens relacionados à estabilidade
A orientação é nunca optar por usados em itens relacionados à estabilidade
Foto: Freepik/ Divulgação

Quem tem carro sabe que embora ofereça comodidade, o bem exige dedicação e investimento. Por isso, na hora da manutenção, comprar peças usadas é uma alternativa que apresenta algumas vantagens. Dentre elas, o preço, que chega à metade do valor de uma original. O importante, alertam especialistas, é saber quando recorrer a elas.

Se o consumidor tem pressa para fazer a troca do produto, é possível encontrar algumas facilidades no mercado de usados, por exemplo.

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Segundo o professor da Coordenadoria de Mecânica do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Otávio Favoretti, em algumas situações, vale recorrer às peças usadas, principalmente, quando a finalidade é economia, estética e rapidez na troca do material.

“Se a pessoa teve a porta do seu veículo batida e precisa resolver o problema, de maneira rápida, ela pode encontrar o produto em uma loja, que não seja concessionária. Isso se o fator decisivo for o preço e se o cliente tem pressa para resolver a situação. Outros acessórios são faróis, lanternas e peças para acabamento interno do veículo”, explica.

Mas vale ressaltar que se a escolha do consumidor for por peças usadas, alguns cuidados são essenciais para não colocar em risco a segurança do motorista. De acordo com especialistas, itens relacionados à estabilidade do veículo não devem ser oriundos de peças reaproveitadas, tais como freio, suspensão e direção. “O consumidor não tem como saber o tempo que sofreu a peça, podendo colocar em risco a sua vida e dos passageiros do automóvel”, ressalta o gerente geral de pós-venda da Prime Motors Hyundai, Jonas Ribeiro.

Ele ressalta ainda que é fundamental observar a procedência da peça usada. “Seja qual for o produto, o consumidor precisa averiguar a sua origem. Se existe nota fiscal, se a peça possui a etiqueta de identificação – que sinaliza que é um produto reaproveitado – e, principalmente, informações se a loja é confiável”, frisa.

DESVANTAGENS

Comprar peças usadas também têm suas desvantagens, tais como a qualidade, a durabilidade e a garantia. O gerente-geral de pós-venda das lojas Kurumá Veículos, Phelipe Zacche, adianta que quando o consumidor adquire uma peça usada, ele não tem como mensurar a vida útil do produto. “É difícil saber por quanto tempo a peça vai durar e qual foi a sua procedência. Quando a peça é original, o cliente tem a segurança que o produto foi testado, ou seja, passou pelo controle de qualidade, seguindo padrões internacionais. Sem falar o prazo de garantia da peça, que pode chegar até três anos. Enquanto a peça usada é, de no máximo, 90 dias”, diz.

Phelipe Zacche acrescenta que usar peça usada pode comprometer a garantia do carro, caso ele seja novo. “Se o defeito identificado no automóvel tiver alguma relação com a peça usada, o consumidor perde a garantia do seu carro. Por isso, vale a pena esperar, buscar uma concessionária de sua confiança e investir numa peça original”, observa.

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