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As 5 principais causas de incêndios em veículos

Reparou que aumentou a frequência de veículos que pegam fogo no Espírito Santo? O Gazeta Online conversou com três mecânicos que fazem alertas e dão dicas para os motoristas evitarem o prejuízo

Carro ao pegar fogo em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo
Carro ao pegar fogo em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo
Foto: Reprodução | Redes Sociais

Pelo menos cinco veículos pegaram fogo na Grande Vitória na última semana. O Corpo de Bombeiros divulgou que, no primeiro semestre de 2018, 240 carros ficaram carbonizados - essa média supera a marca de um veículo por dia entre janeiro e julho. Levanto isso em conta, o Gazeta Online conversou com três mecânicos para saber o principal motivo das ocorrências.

Todos eles apontaram a falta de manutenção preventiva como a principal causa. Segundo Ademilson Pezente, mecânico da oficina Vicar, o principal vilão deste tipo de ocorrência é justamente a falta de revisão nos veículos.

Com falta de manutenção, as mangueiras ressecam, se quebram e, com o motor quente, vem o incêndio
Mecânico da Vicar

O profissional também recomenda que o motorista não abra o capô rapidamente ao observar um incêndio. "Se já estiver pegando fogo, pode aumentar as chamas, fazendo com que o fogo se alastre", disse o mecânico. Ele informou, ainda, que o essencial é fazer revisão no carro de 10 em 10 mil quilômetros; e a troca de óleo deve ser feita de 5 em 5 mil quilômetros rodados.

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O mecânico Domingos Marques, mais conhecido pelos seus clientes como "Dondinho", também apontou a mesma causa. "A gasolina não tem qualidade e o brasileiro não sabe fazer manutenção preventiva. Ele só procura a oficina quando o carro está com algum problema. O indicado é que os motoristas façam revisão em seus veículos considerando a quilometragem", indicou.

Já para Fábio Tessarolo, mecânico e dono da empresa Renova, outros pontos também devem ser observados. "Alguns tipos de instalações que não vêm com o carro podem ajudar nos incêndios também: instalar uma ferramenta que, ao piscar o farol do carro o portão abre, por exemplo, pode ser perigoso. Tudo deve ser feito por um profissional responsável, que entende sobre o assunto", revelou.


CORPO DE BOMBEIROS

Em entrevista à Rádio CBN Vitória (92,5 FM), o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros também informou que grande parte dos incêndios acontece pela falta de manutenção nos veículos. No entanto, ele avalia que a recorrente falta de extintores nos interiores dos carros também contribui para o aumento das ocorrências.

"Eu entendo que, quando o legislador retirou a obrigatoriedade da utilização do extintor de incêndio dentro dos veículos, ele trouxe um risco à integridade física das pessoas e acelerou o processo de perda patrimonial para o cidadão", avaliou. 

O tenente-coronel afirmou, ainda, que em possíveis casos de incêndio os motoristas precisam de cuidados básicos para evitar acidentes mais graves. Em casos de fumaça na parte dianteira do veículo, por exemplo, os motoristas não devem levantar o capô do carro de uma só vez. A tampa precisa ser levantada lentamente, para que a presença do oxigênio não aumente as possíveis chamas. O extintor deve ser acionado à medida que a tampa do capô é levantada.

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