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Financiamento balão: opção para quem quer carro novo a cada dois anos

Modalidade tem parcelas baixas, mas é necessário desembolsar mais grana, ou trocar de carro no fim

Financiamento balão
Financiamento balão
Foto: freepik

Na hora de comprar um carro, aparecem diversas formas de pagamento. E à vista não é uma opção para todos. Na tentativa de agregar compradores, o mercado criou vários métodos de aquisição de um veículo, como o consórcio, financiamento bancário, Crédito Direto ao Consumidor (CDC), leasing e financiamento balão, o mais recente.

Esse último vem ganhando espaço no Brasil, trazendo prestações mais baixas, uma entrada menor que a de um financiamento normal, porém, uma parcela alta no final. A modalidade de crédito começa com uma entrada de até 50% do valor do veículo, há um parcelamento de 24 a 36 vezes e, no final, uma parcela de 30 a 50%, chamada de parcela balão ou valor residual. helo

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A proposta é que, ao final, o comprador dê o próprio carro para pagar o que falta; e, com o que sobrar, dê entrada em um outro modelo com a mesma empresa. Com isso, quando for comprar um carro novo, não será necessário ter grana para pagar a entrada.

Nos Estados Unidos, o financiamento balão, chamado de leasing, é usado há tempos. Quando chegou ao país, abraçou principalmente marcas Premium, como BMW, Audi e Mercedes-Benz, mas agora alcançou montadoras mais populares, que viram a oportunidade de fidelizar o cliente.

OPÇÕES

Segundo Marina Daré, gerente-geral de financiamentos da Toyota Kurumá, atualmente, 55% das vendas financiadas dos carros da Toyota são pelo Ciclo Toyota, o nome que a marca deu para o financiamento balão. “Também temos o método de parcelas intermediárias que podem ser negociadas de forma sazonal. É uma boa opção para produtores rurais, que dependem da safra, por exemplo.”

Outra marca que oferece essa forma de pagamento é a Nissan. Sabrina Costa, diretora comercial da Nissan Kobe, afirma que a empresa costuma apresentar o Nissan Replay para os clientes. “É bem recebido porque é um financiamento de juros baixos de 36 parcelas pequenas. Só a parcela 37 é maior”, explica.

PLANEJAMENTO

O brasileiro que quiser usar o método importado dos Estados Unidos vai ter que aprender a se planejar. É o que afirma o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão. “Se a pessoa está com o orçamento no limite, é melhor o financiamento normal para não pagar um montante maior no final. Se tiver alguma reserva financeira, ou um investimento, pode apostar no financiamento balão”, orienta.

VALE A PENA?

Ricardo também levanta outros pontos a serem levados em consideração na hora de escolher o método. “Carro é uma dívida muito alta, então requer planejamento. Precisa pensar quanto tempo a pessoa quer ficar com ele.” Essa questão é importante porque, geralmente, as parcelas dessa modalidade de pagamento acabam em dois anos, quando o motorista pode trocar o carro por outro. Se ele quiser ficar, vai precisar pagar um valor alto, talvez até a mesma quantia dada na entrada.

Na prática, o negócio vale a pena para quem quer um carro novo a cada dois anos. Ainda assim, é preciso planejamento financeiro. Durante os anos de pagamento de parcelas, o carro pode sofrer avarias, e isso diminui o valor do veículo. Sendo necessário investir mais dinheiro na entrada do automóvel novo.

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