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Segurança no trânsito: saiba como evitar o ponto cego

Ajuste do retrovisor é essencial para garantir visibilidade segura na hora da dirigir

No ajuste correto, o motorista deve centralizar o horizonte no retrovisor, e, no máximo,  a maçaneta deve ser refletida no espelho
No ajuste correto, o motorista deve centralizar o horizonte no retrovisor, e, no máximo, a maçaneta deve ser refletida no espelho
Foto: divulgação

Quando se fala em segurança no trânsito, um dos principais fatores que deve ser levado em conta é a visibilidade. É preciso enxergar a maior parte do que está em torno do veículo e, nesse quesito, os retrovisores são essenciais. Mas eles precisam ser regulados corretamente, caso contrário, a visibilidade é reduzida, e o chamado ponto cego aumenta os riscos de acidentes, principalmente, nos momentos de troca de faixa.

Normalmente, ao regular o retrovisor, o motorista ajusta o centro do espelho ao horizonte, de forma que permita visualizar uma parte do veículo. Mas é justamente essa parte vista do carro que pode ser a que falta para ver uma moto se aproximando, por exemplo. Um estudo realizado pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) identificou que quando o motorista regula o espelho externo com 20% de sua área coberta pelo carro (ou seja, visualizando a lateral do veículo em mais de um quinto do espelho), a área visível do trânsito pode ser 40% menor no retrovisor do lado esquerdo e 34% no do lado direito, em comparação com a regulagem recomendada.

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O coordenador técnico do Cesvi, Alessandro Rubio, explica que essa perda de área pode acabar resultando em um acidente. “Por isso, a regulagem adequada do espelho retrovisor externo é aquela na qual se centraliza o horizonte e ajusta o espelho de forma que o próprio carro não chegue a ser visto, ou apenas a maçaneta seja refletida no espelho.”

Ele explica que, em relação ao retrovisor interno, o ideal é um ajuste que enquadre o vidro traseiro todo . “Não se deve utilizar esse retrovisor para monitorar crianças no banco traseiro, por não ser sua função, além do risco maior de distração ao volante.”

MOTOS

No caso das motos, é contraindicada a prática de inverter a posição dos espelhos para reduzir a largura do veículo e facilitar a passagem no corredor. A motocicleta pode perder até 39% de área visível do trânsito no retrovisor esquerdo e 27% no direito.

O instrutor de direção defensiva Francisqueto Amorim Junior, especialista em trânsito do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), ressalta que o ajuste dos retrovisores deve ser feito após o ajuste do banco do veículo, do encosto de cabeça e do cinto de segurança. “É preciso sempre estar atento, pois, normalmente, mais de uma pessoa da família utiliza o veículo”, observa.

Segundo o instrutor, o primeiro passo para a regulagem correta é conhecer seu equipamento.

“Atualmente, temos muita tecnologia, retrovisores retos, côncavos e com regulagem por sensores. Também é preciso que todos entendam sua responsabilidade no trânsito e que na mobilidade urbana todos estão inseridos e precisam ser vistos: motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Só dirigir não basta, é preciso monitorar o entorno. Pais com crianças pequenas, por exemplo, devem dar uma olhada de 360 graus em torno do carro antes de sair.”

COMO AJUSTAR

Ajuste primeiro o banco e o encosto de cabeça, de forma que consiga acessar os pedais e o volante. O ideal é manter o banco a uma inclinação entre 100 e 120 graus.

Normalmente, ao regular o retrovisor, o motorista ajusta o centro do espelho ao horizonte, de forma que permita visualizar uma parte do veículo.

O correto é centralizar o horizonte e ajustar o espelho de forma que o próprio carro não chegue a ser visto, ou apenas a maçaneta seja refletida.

Quando o motorista regula o espelho externo com 20% de sua área coberta pelo carro, a área visível do trânsito pode ser 40% menor no lado esquerdo e 34% no do lado direito.

Fonte: Cesvi Brasil

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