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Seguro de carros antigos: opções flexíveis que cabem no orçamento

Mercado oferece alternativas para resguardar quem tem automóvel mais velho

É mais difícil encontrar seguro para carros de coleção, devido ao alto preço do veículo e raridade das peças
É mais difícil encontrar seguro para carros de coleção, devido ao alto preço do veículo e raridade das peças
Foto: O PUMA QUE O NETO HERDOU

Para quem tem um carro com mais de cinco anos de uso, nem sempre há a garantia de conseguir um seguro para o veículo. Por causa dos altos valores, é comum as pessoas desistirem de fechar o negócio. É o caso do mecânico Ensson Morais, que possui quatro automóveis de coleção: um Santana 89, comprado há 21 anos; dois Parati, anos 87 e 94, e uma Kombi 70, adquiridos há 10 anos.

“Esses carros fizeram parte da minha infância e da minha adolescência. Eu tinha como meta comprá-los quando tivesse condições financeiras, e o plano deu certo anos depois. Uma seguradora até me ofereceu uma cobertura, mas não achei que valesse a pena, já que considerei fraca. Preferi não fechar o negócio, e deixá-los na garagem da minha casa. No dia a dia, ando pouco com eles, e eu mesmo faço a manutenção periódica.”

COBERTURAS

Sobre algumas modalidades de seguro, oferecidas por diversas empresas brasileiras, um delas é a “Auto Popular”, da Tokio Marine, afinada com as características dos veículos com mais de cinco anos. O plano dela inclui a cobertura inicial de colisão e incêndio, para danos totais ou parciais, e assistência 24 horas completa. Essa seleção agrega os reparos com peças novas compatíveis para itens que não sejam de segurança.

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Para o caso de inexistência de uma peça nova compatível, o conserto inclui as mesmas utilizadas no seguro tradicional, assim como é feito com os itens de segurança. “Os clientes dessa categoria podem escolher entre oficina livre ou referenciada, esta com franquia menor. A opção do tipo de oficina será feita pelo cliente no momento do sinistro”, destaca Luiz Padial, diretor de automóvel da companhia.

Outra opção do mercado é o plano HDI Fit, da HDI Seguros, alternativa para quem possui veículos de até 20 anos. A cobertura básica inclui incêndio, roubo ou furto, com opção de contratação para indenização integral decorrente de perda total por colisão, danos materiais e danos corporais, danos morais e acessórios. “Esse seguro dá três opções de assistência ao segurado: essencial, especial e VIP, que se diferem pela quilometragem do guincho, de 100 km, 300 km e ilimitada, respectivamente”, explica Marcelo Moura, diretor da empresa.

Para veículos ainda mais antigos, que possuam até 25 anos de uso, a Azul Seguros tem o Azul Auto Leve. A cobertura integra: assistência 24 horas, com guincho até 200km; coberturas básicas, de roubo, furto, batida e incêndio; responsabilidade civil facultativa, que é importante para a proteção de terceiros, com indenização de R$ 50 mil, R$ 75 mil ou R$ 100 mil; entre outros.

“Sobre as chances de sinistros, desde defeitos mecânicos – como pane elétrica, pane seca, troca de pneus e guincho – a eventuais batidas, incêndio, roubo e furto, é fundamental oferecer soluções simplificadas com uma cobertura abrangente e condições que caibam no bolso”, indica Gilmar Pires, diretor da Azul Seguros.

COLECIONÁVEIS

Os planos das seguradoras ficam ainda mais limitados para os carros de coleção. É basicamente improvável conseguir a ampla cobertura das peças antigas. Nesse segmento, a Porto Seguro tem o Residência Premium, que atende de forma exclusiva esse público.

“Com atendimento 24 horas, abrange a assistência em casos de carga de bateria, troca de pneu, pane elétrica, guincho para remoção do veículo, além de chaveiro para abertura do veículo ou análise para confecção de chave. Para contar com a assistência, é preciso que o veículo tenha o emplacamento nacional dedicado a veículos de colecionador, com a placa preta”, indica Jarbas Medeiros, Superintendente de Ramos Elementares da Porto Seguro.

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