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Hyundai incrementa HB20 para competir com carros mais caros

Hyundai incrementa modelo para competir com carros mais caros

Porta-malas continua com 300 litros
Porta-malas continua com 300 litros
Foto: FRASNELLI

Depois de meses gerando expectativa, a Hyundai, enfim, apresenta a segunda geração da família HB20. A versão topo chega bem recheada e com a função de concorrer com carros, até então, de segmentos superiores. Tudo isso sem deixar de lado a satisfação de quem busca um modelo de entrada, seu principal público. Entre versões hatch, sedã e trail, os preços variam de R$ 46.490 e R$ 81.290 (confira na próxima página os preços e os itens de cada versão).

O que chama atenção de cara, obviamente, é o novo design. Consideradas “polêmicas”, nas primeiras imagens divulgadas, por muitos jornalistas, inclusive eu, as linhas parecem mais suaves pessoalmente. A grade frontal - que é diferente em cada tipo de carroceria (hatch, sedã e trail), os faróis e as lanternas estão com arestas para chamativas. São linhas ousadas, o que é natural para um nova geração, já que o design do carro deve permanecer atual, pelo menos, pelos próximos 7 anos.

O HB20 chega com três opções de motores nas versões hatch e sedã. As versões de entrada são equipadas com o 1.0l aspirado de 80 cv de potência e 10,2 kgfm de torque a 4.500 rpm, sempre com câmbio manual de cinco velocidades, o 1.6l aspirado de 130 cv e 16,5 kgfm a 4.500 rpm, que pode ser combinado com câmbio manual ou automático, e o inédito três cilindros 1.0l Turbo GDI que entrega 120 cv com 17,5 kgfm a apenas o 1.500 rpm, sempre combinado com o câmbio automático de seis velocidades. Para o HB20X, o aventureiro, somente a opção 1.6 aspirada se aplica. O tanquinho de gasolina foi substituído por um sistema de partida a frio.

EXPERIÊNCIA

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Testamos a versão topo de linha Diamond Plus, com o novo motor turbo, que custa R$ 77.990. Para o hatch, agora é possível escolher entre interior preto ou marrom, como o que testamos. A nova cor, a central multimídia flutuante, o mostrador digital do ar-condicionado e do novo quadro de instrumentos parcialmente digital (não regula a temperatura automaticamente) deram a impressão de estar em um modelo mais sofisticado. Como esperado, o acabamento é em plástico rígido, mas bem encaixado e agradável.

O modelo ganhou 3 cm de entre eixos e também passou por mudanças que garantiram mais 4,7 cm de espaço para as pernas no banco traseiro. Agora, cinco pessoas viajam com conforto.

Outro destaque é a melhora da suspensão. O HB20 passou com tranquilidade no asfalto castigado da região de Canavieiras, no Sul da Bahia, onde fizemos o teste. Também se mostrou bem estável nas curvas mais sinuosas do campo de testes. O modelo é equipado com controle de tração e estabilidade. A transmissão elétrica - antes disponível só na versão X -, agora é de série.

O motor 1.0 turbo, com torque máximo de 17,5 kgfm entre 1.500 e 3.500 rpm, associado ao câmbio automático de seis velocidades com trocas suaves, garante prazer ao dirigir. As respostas às aceleradas são rápidas, e o câmbio reduz a marcha com tranquilidade quando solicitado. O consumo é de 11,8 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada, com gasolina. Inferior ao do concorrente direto, o Onix, que chega a 17 km/l na estrada com gasolina.

A versão que testamos concorre com carros de segmentos superiores, como Toyota Yaris, Honda City e Volkswagen Virtus. Para tanto, a Hyundai apostou na lista de equipamentos, como controle de velocidade de cruzeiro, controles de tração e estabilidade, acesso e partida por chave presencial, alerta de mudança de faixa (sem correção de trajetória) e frenagem automática de emergência, que funciona entre 5 e 50 km/h, e pode evitar colisões com outros veículos e pedestres.

O resultado é positivo em relação à geração anterior, mas não dá ao HB20 uma vantagem clara quando comparado com o Onix. Mas garante uma briga boa pela preferência do consumidor.

Viagem a convite da Hyundai

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