Notícia

Um estado dinâmico

Ineficiência na condução de obras públicas é mais uma razão para a urgência de uma reforma que tire o peso do Estado brasileiro

Um aeroporto que demora mais de 10 anos para ficar pronto. Obras de dragagem e derrocagem que se arrastam há quase 20... Só em Vitória temos exemplos de sobra de lentidão e ineficiência de um Estado mastodôntico, que exige uma reforma ousada: a implosão de suas estruturas obsoletas, alicerçada pelas instituições democráticas. Perderá gordura, ganhará força e eficácia. Já passou da hora de uma transformação real, visível.

Uma reforma que deve ter a mesma evidência e urgência demandadas aos remodelamentos previdenciário e tributário, por exemplo. Porque dela depende a própria sobrevivência dos serviços públicos essenciais. A crise que começa a ser atenuada, mesmo que a passos lentos, nasceu do descontrole fiscal de um Estado que gasta muito mais do que arrecada. E, o pior, gasta mal. Gasta com indulgência, para beneficiar apaniguados. Um ciclo histórico de patrimonialismo que precisa ser quebrado.

43% do PIB

É o percentual dos gastos públicos da União, de Estados, municípios e empresas estatais.

É exorbitante o volume de recursos públicos desperdiçados no Brasil por atrasos ou não conclusão de obras, um dos aspectos mais explícitos da ineficiência das administrações públicas. A entrega à iniciativa privada passa a ser uma necessidade gerencial incontestável. Hoje, o intervencionismo é exagerado e mal direcionado.

É inconcebível também que continue se gastando tanto com o funcionalismo público. No Executivo federal, cerca de 30% da receita líquida ainda é destinada ao pagamento de servidores, percentual que pode ser ainda maior em Estados e municípios. O enxugamento da máquina é tão urgente quanto a instituição de uma avaliação de desempenho do serviço pública. É preciso eliminar os “encostados”, que não dão o retorno esperado.

Um Estado dinâmico é capaz até de frear a corrupção, reduzindo a área de atuação dos oportunistas e deixando espaço para quem quer, de fato, trabalhar em benefício do país.

 

Ver comentários