Notícia

Inovar é preciso

O que tem essa nova revolução de diferente das demais? O componente-chave está no leque infindável de oportunidades abertas ao mundo pelas tecnologias

*Hélio Schneider

As grandes revoluções industriais sempre tiveram como gatilho grandes descobertas científicas, que, ao serem aplicadas, também foram transformando gradualmente as formas de produzir e organizar a própria produção e, por extensão, as sociedades. Nessa toada, o mundo teria passado por três revoluções industriais. Todas elas acompanhadas por verdadeiras ondas de inovações.

Foi assim, no início, com a introdução da máquina a vapor, que revolucionou o mundo manufatureiro; seguindo-se a era da energia elétrica e do uso intensivo do petróleo; na sequência, já na terceira metade do século XX, a indústria inova com a automação e uso do computador. Hoje, estamos adentrando no que está sendo denominada de quarta revolução industrial, a revolução da indústria 4.0.

O que tem essa nova revolução de diferente das demais? O componente-chave está no leque infindável de oportunidades que se abrem para o mundo por meio das tecnologias de comunicação e informação, da internet das coisas, inteligência artificial e da computação em nuvens, só para citar alguns exemplos. Isso abre um vasto campo para a estruturação de sistemas ciberfísicos, integrando, com ajuda do plano virtual, máquinas, pessoas, coisas, organizações etc.

Portanto, é preciso inovar. E isso é mais verdadeiro para uma economia como a capixaba, cuja dependência do setor industrial atinge cerca de 37% do total de riqueza produzida anualmente. Aliás, como bem fundamentou o vice-presidente da Findes, Fábio Brasileiro, em seu artigo publicado no espaço de opinião de A GAZETA, na semana passada, com o título “Chegou a hora de o Estado inovar”.

Porém, para que possamos inserir a nossa economia nesse novo mundo da indústria 4.0, vamos ter que trabalhar na direção de dispormos de serviços públicos 4.0, em especial na educação e na gestão. Vamos ter que dispor de serviços de maneira geral também 4.0. Da mesma forma, vamos ter que preparar as pessoas, as organizações sociais e corporativas, e também a sociedade, para esse novo evento. Como bem frisou Fábio Brasileiro, além da necessidade de se inovar nos ambientes internos das empresas, mais ainda deverá ser trabalhado o ambiente externo, qual seja, o ecossistema de inovação.

É no ecossistema de inovação que poderá comportar vários “habitats”, que vamos encontrar os “espaços” ou “territórios”, centros de inovações, virtuais ou físicos, para soluções e “construções” coletivas, interações colaborativas ou compartilhadas. E onde também pessoas, entidades, empresas, organizações, sociedade e governos poderão estar buscando, e também colocando a disposição, conhecimentos e know-how para as suas necessidades e demandas.

*O autor é economista

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