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Avanço do PIB mostra que país pode engatar um crescimento consistente

O avanço de 0,4% não é de encher os olhos, mas representa o dobro da média das expectativas de mercado

Foto: Reprodução

Ufa! O Brasil voltou a crescer no segundo trimestre e escapou de cair em recessão técnica – situação caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB. Por si, esse fato produz efeito psicológico muito importante. O avanço de 0,4% não é de encher os olhos, mas representa o dobro da média das expectativas de mercado. A explicação natural para essa surpresa positiva é que, apesar das dificuldades, prevalece a crença de que o país tem condições de no futuro engatar um crescimento consistente.

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O avanço de maio a junho foi puxado, principalmente, pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%). No Espírito Santo, a criação de 18.458 empregos com carteira assinada é um indicativo claro de que a economia fechou o segundo trimestre com incremento na movimentação. Tanto as atividades industriais quanto às de prestação de serviços impulsionaram a expansão do mercado de trabalho local.

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Também o comércio exterior, pilar fundamental do PIB capixaba, apresenta resultados positivos. Registrou crescimento de 4,23% no acumulado nos dois primeiros trimestres, com destaque para as importações, com expansão de 15,8%.

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É muito importante destacar que o consumo das famílias cresceu 0,3% no segundo trimestre, mantendo trajetória de recuperação. Essa marcha é favorecida basicamente por três variáveis: inflação baixa, o que ajuda a preservar o poder de compra da população; juros menores (apesar de ainda estarem elevados); e renda da população ampliada pelo emprego.

Um dos fatos que ampliam a esperança de melhoria continuada da economia é que a taxa de investimento cresceu 3,2%, em relação aos três meses anteriores, após duas quedas trimestrais seguidas. Isso se deve ao aumento nas importações e na produção interna de bens de capital. Ou seja, as empresas estão com mais máquinas e equipamentos, seja para sobreviver ou expandir a produção, acreditando no amanhã. Investimento é condição indispensável para movimentar o sistema produtivo e a forma segura de criar empregos e expandir o consumo. A participação do investimento na economia subiu para 15,9% do PIB, contra 15,3% no mesmo período de 2018.

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O Brasil necessita de melhoria no ambiente de negócios e espera-se que isso seja alcançado com as reformas previdenciária, fundamental para o equilíbrio fiscal, e tributária, aliviando o fardo que tolhe as empresas.

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