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Leitores debatem expulsão de políticos "rebeldes" de partidos

Dezenove deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, contrariando decisão do partido, agora enfrentam processos internos. Entre eles estão capixaba Felipe Rigoni (PSB) e a paulista Tabata Amaral (PDT)

Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) fazem parte do movimento Acredito
Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) fazem parte do movimento Acredito
Foto: Jailson Sam/Câmara dos Deputados

A aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, no dia 10 de julho, terminou com um placar de 379 votos favoráveis e 131 contrários. Desse resultado, chamou atenção os votos de 19 parlamentares (8 do PDT e 11 do PSB) que endossaram as mudanças nas regras da aposentadoria, contrariando a decisão dos partidos. Agora, políticos "rebeldes" enfrentam a possibilidade de expulsão da legenda. 

>Opinião da Gazeta: Independência em partidos deveria ser possível, mas com moderação

Entre os deputados federais que se insurgiram contra a orientação dos partidos estão o capixaba Felipe Rigoni (PSB) e a paulista Tabata Amaral (PDT), ambos parlamentares novatos. As comissões de ética das siglas abriram processo contra os dissidentes por infidelidade partidária. 

“Eu sabia que haveria uma consequência, mas tenho plena convicção do meu voto e da importância da reforma da Previdência”, disse Rigoni, que diz já ter sido sondado por nove partidos.

>PSB pode expulsar os deputados do ES Felipe Rigoni e Ted Conti

O assunto foi debatido na seção Um Tema, Duas Visões por dois especialistas, o professor e jornalista Gabriel Azevedo, que é vereador de Belo Horizonte e diretor de formação do Renova BR, que é contrário à expulsão; e o doutor em Ciência Política e Professor do Departamento de História da Ufes Ueber José de Oliveira, favorável à decisão dos partidos.

>Um Tema, Duas Visões: Expulsão de políticos "rebeldes" pelos partidos é medida justa?

Os leitores do Gazeta Online também se manifestaram sobre a polêmica. Confira alguns comentários:

Concordo que o partido oriente o voto, mas obrigar o parlamentar a votar conforme o que a cúpula do partido decidiu é autoritarismo, isto é, podemos votar em qualquer candidato, que ele será manipulado pela cúpula de seu partido, o que não parece inteligente numa democracia. (Valderio Sotele Walger)

Essa turma jovem de parlamentares vota a favor da realidade, para beneficiar o Brasil e despreza a ideologia partidária, que está ultrapassada e só beneficia os caciques de partidos. Nova mentalidade! (Paulo Lourenço)

Se políticos não concordam com decisão do partido ou agem por vontade própria, que formem o seu próprio partido... está aí Marina Silva ensinando isso há tempo! (Alessandra Helena Ferreira)

Não votamos em partido. Votamos em quem representa melhor o povo. (Fátima Côco)

Se não concorda com a ideologia do partido, vai pra outro! Partidos têm que ter sua identidade. (Wilton Venezes)

Teria que ter uma punição para o partido nesse caso. (Solimar Leninha)

Quem tem que punir eles é o eleitor não votando mais neles. (Jose Maria Lopes)

Achei que os políticos deviam votar de acordo com os anseios de seus eleitores e não mandados por partidos. (Claudio Vieira) 

33 partidos! R$ 927.750.560,00 de Fundo Partidário! A pergunta que a imprensa deveria fazer não é se medida de expulsão é justa? e sim se o financiamento de 33 partidos no Brasil com Fundo Partidário de quase 1 bilhão dos impostos dos brasileiros é justo? (Wanessa Pimentel)

Solimar Leninha Teria que ter uma punição pro partido nesse caso.

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