Vários Olhares Singulares


Vários pontos de vista, uma só voz

Em um mundo cada vez mais competitivo, a chave do sucesso é a inovação. Esta característica serve de engrenagem para o desenvolvimento econômico de cidades, o crescimento de empresas e o aprimoramento profissional. Diante disso, o Vários Olhares Singulares (VOS) propõe o debate em torno do tema. A iniciativa é da Vale e reúne representantes de diferentes setores em encontros que estimulam o diálogo. São vários pontos de vista que ajudam a compreender o cenário atual como um todo. Os eventos têm como endereço a Arena VOS, no Parque Botânico da Vale, em Jardim Camburi, Vitória. Confira as opiniões de alguns participantes.

A arte de se reinventar

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Mais valor

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Criatividade

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Vários Olhares Singulares


Quem tem medo da Inovação?

Por Gilberto Sudré, especialista em tecnologia

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É normal que toda mudança gere algum tipo de apreensão. Quando falamos de inovação nos processos produtivos, a preocupação se volta para o emprego, será que ele vai acabar? Olhando a história podemos dizer que não, mas o trabalho e o emprego como conhecemos vai sofrer uma grande transformação. Quem está esperando que os próximos 10 anos serão parecidos com os últimos 10 realmente vai perder as oportunidades e, possivelmente, o emprego. O certo é que o emprego vai mudar de forma e apresentação. Um fato que possivelmente explica parte desta mudança é que o ser humano, ao contrário das máquinas, não é muito bom com processos repetitivos e mecânicos. Estes últimos têm muito mais chance de serem substituídos por robôs ou aplicações.

Esta não é a primeira, e não será a última transformação que a sociedade enfrentou. E ela já mostrou sua capacidade de adaptação em muitas outras situações. O certo é que temos muitos desafios a serem vencidos. A tecnologia pode nos ajudar a resolver muitos problemas, inclusive os do nosso planeta, mas ela sozinha não é nada sem a participação e a iniciativa das pessoas. Assim, o caminho é estar preparado para a mudança, porque ela vai acontecer longe e perto de você.

Tecnologia exponencial

A evolução tecnológica é exponencial. Como um exemplo deste comportamento podemos verificar o aumento do poder computacional dos processadores. Segundo a lei de Moore, a capacidade dos computadores dobra a cada 18 meses desde os primórdios da era digital. Esta evolução vem possibilitando a geração de dispositivos mais inteligentes, mais baratos e menores, permitindo seu uso em uma diversidade cada vez maior de equipamentos.

O crescimento exponencial do poder computacional já é algo muito favorável mas o que realmente causa o grande impacto para a sociedade é a possibilidade da interconexão de dispositivos e através destes de pessoas. Já somos somos atualmente mais de 5.2 bilhões de indivíduos conectados e a apenas um clique de distância. Se você está pensando no futuro, a previsão é que em 2025 teremos toda a população do planeta de alguma forma interconectada.

Com todos estes indivíduos conectados, os impactos causados pelas mudanças são muito mais profundos e seu alcance seja mais amplo e rápido.

Educação 4.0

As novas tecnologias e a velocidade das mudanças delas decorridas impõe a todos nós grandes desafios.

Ao que parece, as escolas ainda estão preparando pessoas para o antigo mundo linear, onde tudo funcionava de acordo com regras rígidas e caminhos conhecidos. Estamos agora diante de um mundo fluido e exponencial onde o poder de adaptação se torna uma característica fundamental para a sobrevivência do indivíduo. Os profissionais deste novo ambiente têm habilidades completamente diferentes daquelas que nós fomos treinados até agora.

Está claro que a forma como as escolas vêm ensinando, apenas validando o conhecimento, já não funciona mais e um novo modelo deve ser pensado. As escolas também terão que fazer o seu dever de casa.

 

 

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Internet: sua empresa está atenta a isso?

Por Gilberto Sudré, Especialista em Tecnologia

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A internet no Brasil teve um alcance exponencial em relação aos usuários, tanto que somos referência em relação ao uso da rede no mundo. O mesmo não se pode dizer em relação as empresas onde esta adoção foi muito mais lenta.

Segundo o professor Romeo Busarelo, que esteve em Vitória para participar do projeto Vários Olhares Singulares (VOS), existem dois tipos de empresas atuantes na internet, aquelas que estão no ambiente digital por convenção e as que estão por convicção. Ele ressalta que hoje a maioria das empresas ainda está na internet por convenção, ou seja, participam da rede porque acham que têm que estar ou porque a concorrência também está. Poucas empresas estão na rede por entender que é realmente importante ou que é o futuro. As que estão por convenção não enxergam que a web é um instrumento não só de venda, mas também de inovação ou melhoria do recall de marca.

E a sua empresa está na Internet por convenção ou por convicção?

Revolução digital: como preparar sua empresa?

Atualmente já existe uma consciência da importância do consumo digital e da exposição dos consumidores aos meios digitais. A questão está em como as empresas podem se adaptar para aproveitar, de forma eficiente, a chance a esta exposição?

Ter bons profissionais, com bom repertório de conhecimentos e relacionamentos é o caminho, de acordo com o professor Romeo Busarelo. O ambiente digital é movido pela inovação e isto exige que os profissionais que atuam nesta área sejam conectados e com boa formação.

Outra questão é a cultura da empresa. Algumas estão mais abertas a inovação, até mesmo pela competição acirrada do mercado que atuam, enquanto outras são bastantes resistentes à qualquer mudança.

O mundo da inovação é um ambiente de erros, de versões beta e de acertos. O importante é que as empresas cuidem de seus processos internos para que estes consigam sustentar a inovação.

E você é um profissional inovador?

A inovação é a palavra do momento. Ela está nas propagandas das empresas e nos discursos de palestrantes. Realmente é difícil definir teoricamente o que é realmente a inovação. O professor Romeo Busarelo define a inovação como algo novo marcado por algum grau de certeza.

E quanto aos profissionais, o que fazer para se tornar inovador? Algumas práticas podem ajudar a trilhar o caminho para se tornar inovador. O primeira delas é o hábito da leitura, que pode ser considerada o combustível básico para quem inova. A rede de relacionamentos também é um fator importante para compartilhar e ouvir novas ideias. Investir em almoços, cafés, congressos, palestras ou qualquer oportunidade para estar em contato com outros pontos de vista é uma excelente prática.

Por último, um fator importante para o profissional desenvolver seu lado inovador é estar em uma empresa que dê condições de fazer coisas novas e onde o partido do futuro seja mais importante do que o partido do passado.

 

 

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Inovar está na moda. Mas o que significa?

Por Gilberto Sudré, Especialista em Tecnologia

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Parece que a palavra inovação está em todos os lugares atualmente, desde prestadores de serviço a fabricantes de geladeira. Mas o que ela significa e onde ela altera o nosso dia a dia?

De acordo com o professor Caio Vassão, ela pode ocorrer de duas formas. A primeira é a chamada incremental, que acontece quando ela melhora algum processo, complementa a qualidade de um serviço ou incrementa o portifólio de uma empresa, ou seja, você melhora algo que já existe. É importante e fundamental para a economia contemporânea.

A outra forma de inovação é conhecida como disruptiva. Nesta, a inovação rasga e recompõe as relações sociais, produtivas e de geração de valor, uma mudança radical em hábitos, formas de trabalho e de produção. Toda esta mudança acaba por criar novos mercados. Dois bons exemplos de inovações disruptivas são a invenção do automóvel e a criação da Internet.

E você vai inovar em qual segmento?

Cidades inteligentes

Quando falamos de cidades inteligentes logo imaginamos locais que usam muita tecnologia para a integração de serviços de gestão pública, serviços de mobilidade, sistemas de transporte e saúde, entre outros. Este é realmente um conceito muito aceito para a definição das cidades inteligentes e não está de todo errado, mas outras questões devem ser consideradas sobre este assunto.

As cidades inteligentes também devem atender a dimensões do convívio humano e das relações sociais e políticas da sociedade, como aspectos para a melhoria da qualidade de vida. Esta é a opinião do professor Caio Vassão.

É importante notar que a tentativa de classificar ou criar um ranking entre cidades mais ou menos inteligentes acaba por ser algo forçado, já que cada cidade tem suas características próprias e tem suas singularidades. O caminho mais adequado é comparar a cidade em vários momentos de sua história.

Voltando à pergunta, cidades inteligentes: tecnologia ou pessoas? A resposta é: as duas coisas, pois a tecnologia digital integra todos os aspectos da vida urbana com o objetivo de melhorar o convívio em sociedade.

Existe um caminho para tornar uma cidade inteligente?

Apesar das diferenças culturais e de desenvolvimento de cada cidade, para o professor Caio Vassão o caminho para tornar uma cidade inteligente passa por três pilares. O primeiro é formar o poder público para que ele entenda e opere como um facilitador. Sua função é mediar situações e ajudar todo o processo de transformação.

O cidadão também tem seu papel nas criação das cidades inteligentes, se capacitando para entender e operar a tecnologia digital. Nesta linha, a educação tem um papel muito importante para formar cidadãos competentes, que possam interagir socialmente e que saibam cooperar e colaborar.

A iniciativa privada também é um agente fundamental para a implantação das cidades inteligentes, pois nem todas as soluções passam pelo poder público. Muitas oportunidades de prestação de serviços e entrega de produtos surgem com o uso da tecnologia.

Assim, o caminho para a criação das cidades inteligentes passa capacitação e integração do tripé formado pelo poder púbico, pelos cidadãos e pela iniciativa privada.

 

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Seus dados valem muito na internet

Por Gilberto Sudré, Especialista em Tecnologia

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A digitalização e a expansão da internet, principalmente das redes sociais, trouxeram como efeito colateral a exposição da nossa privacidade.

A realidade é que serviços de e-mail, redes sociais e outros, que aparentemente são gratuitos, na verdade estão sendo pagos através de informações pessoais que compartilhamos. Infelizmente a maior parte dos usuários ainda não possui esta consciência sobre como estão remunerando os serviços que usam e não estão preocupados com isto. O problema fica mais grave quando além do uso de nossas informações pelos sites não sabemos como e com quem estes dados são compartilhados.

Segundo Jaqueline Weigel, palestrante do projeto VOS, estamos atualmente superexpostos a tudo, e este compartilhamento está sem controle. Ela acredita que no futuro esta situação tende a um equilíbrio e avaliaremos melhor o que permitimos ou não compartilhar entre os vários serviços. Na próxima vez que você for preencher um cadastro na internet com seus dados pense nisto.

Os robôs estão por aí

Os robôs saíram da ficção científica para fazer parte da vida moderna de forma cada vez mais presente. Apesar de despertar o fascínio de algumas pessoas, muitos os veem como uma ameaça à sociedade, aos humanos e até aos seus empregos.

Algumas áreas, mais do que outras, já contam com uma presença intensa de robôs, como na indústria, sendo utilizados em funções arriscadas para seres humanos, como em processos de montagem de peças em miniatura e coordenação de movimentos complexos. Para este tipo de uso destaca-se a indústria automobilística, onde em algumas fases da produção o uso de robôs pode chegar a 100%. O certo é que os robôs executam tarefas repetitivas melhor do que nós.

Resta-nos preparar cada vez melhor a nossa juventude e flexibilizar o modo de contratar

Como é praticamente impossível inverter essa tendência, só nos resta preparar cada vez melhor a nossa juventude e flexibilizar o modo de contratar as pessoas, abrindo espaço para trabalhadores e empresários fazerem os arranjos que melhor se ajustem às suas necessidades.

Nanotecnologia

Jaqueline Weigel, palestrante do projeto VOS, lembra que estamos diante de grandes revoluções tecnológicas e uma delas é a nanotecnologia ou nanotecnologias como alguns pesquisadores citam, exatamente por ser composta de muitas matizes diferentes.

Mas o que são as nanotecnologias? De forma geral são diversas técnicas onde podemos manipular átomos e moléculas gerando novos materiais que apresentam comportamentos diferentes dos atuais. Um bom exemplo é a produção de vidros autolimpantes o que poderá significar a extinção do limpador de para-brisa nos veículos. Logo, as fábricas de limpadores de para-brisa deixarão de existir e, consequentemente, os seus empregos relacionados. Este é um dos exemplos do impacto da nanotecnologia na sociedade.

No campo da medicina, a nanotecnologia deverá contribuir para diagnósticos mais precisos e completos realizados de forma on-line e em qualquer local.

Ainda não é possível avaliar adequadamente todo o seu impacto, mas está claro que a nanotecnologia vai mudar muita coisa como conhecemos hoje.