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Bombeiros do ES que foram a Brumadinho serão monitorados por 20 anos

Oito bombeiros militares e os três cachorros que ajudaram nos resgastes em Brumadinho passam por exames específicos para metais pesados

Bombeiros do Sul do estado contam como foi a experiência de atuar na tragédia de Brumadinho
Bombeiros do Sul do estado contam como foi a experiência de atuar na tragédia de Brumadinho
Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (18) que vai acompanhar por 20 anos a saúde de mais de mil profissionais que trabalharam no resgate das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais. A avalanche de lama de rejeitos de minério espalhou uma mistura tóxica de água, areia e metais pesados, como ferro, mercúrio, chumbo, níquel, cádmio e zinco.

A tropa capixaba que auxiliou nos resgates, composta por oito bombeiros militares e três cachorros, também está passando por esse monitoramento que, segundo o coronel Leonardo Meriguetti, dos Bombeiros do Espírito Santo, acontece desde que os oficiais começaram a atuar em Brumadinho.

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“Desde quando eles chegaram em Brumadinho começou esse trabalho, tanto com bombeiros quanto os cães. Foram feitos exames diários, receberam medicamentos de forma preventiva. Logo após o retorno, houve uma orientação de que eles continuassem o monitoramento. Então, eles já passaram pelo hospital e estão sendo acompanhados pelas equipe médicas daqui”, descreve o coronel.

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Apesar desses “check-ups” serem parte da rotina dos bombeiros, após atuarem por dias em uma área com exposição a metais pesados, o cuidado fica redobrado.

“O monitoramento da saúde humana e canina é feito com muito rigor. Já fizemos exames e até agora não mostra nada. O contágio por metais pesados é uma preocupação, mas é um risco que a gente admite ao expor a nossa vida para salvar outras vidas. Nosso mergulhadores sempre passam por exames peculiares para a área de deles. Mas, neste caso, além destes, eles também estão passando por exames específicos para metais pesados”, explica.

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No comunicado publicado no perfil oficial do Twitter do Ministério da Saúde, a pasta informou que profissionais de organizações como os Bombeiros, Força Nacional de Segurança, Defesa Civil e Ibama farão parte de um estudo que irá avaliar doenças relacionadas ao desastre, como a contaminação por metais pesados e leptospirose. A ação terá a colaboração de pesquisadores de instituições como a Fiocruz, as universidades federais de Minas Gerais e Rio de Janeiro e do Médicos Sem Fronteiras Brasil.

 

 

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