Notícia

Rodoviários voltam a protestar em Vitória

A categoria teme a perda de postos de trabalho com a retirada dos cobradores dos novos ônibus com ar-condicionado

Protesto dos rodoviários em Vitória
Protesto dos rodoviários em Vitória
Foto: José Carlos Schaeffer

O sindicato dos rodoviários (Sindirodoviários) voltou às ruas nesta quarta-feira (10) para protestar contra a retirada dos cobradores dos novos ônibus com ar-condicionado do sistema TranscolA categoria teme a perda de postos de trabalho, já que os coletivos aceitarão apenas passageiros com o cartão integrado ao Bilhete Único.

No dia 26 de junho, o Governo apresentou os 20 novos veículos com ar-condicionado que irão operar sem cobradores. Até o final do ano serão 100 ônibus e, até 2022, 600 coletivos. De acordo com presidente do Sindirodoviários, José Carlos Salles, cerca de dois mil profissionais podem ficar desempregados e reuniões estão sendo feitas para evitar o caso.

"Protestamos para conscientizar o governador e a população. A profissão do cobrador é essencial para um transporte coletivo seguro. Cerca de dois mil funcionários podem ser demitidos", afirma.

> Ônibus do Transcol com ar-condicionado só aceitarão Bilhete Único

O grupo saiu da Avenida Vitória, Capital, e ocupou duas faixas no sentido Centro. A passeata seguiu pela Avenida Jerônimo Monteiro e, por volta das 17h50, chegou ao Palácio Anchieta. As vias foram desocupadas às 17h55. Os rodoviários convidaram os cobradores dos ônibus que seguem no sentido contrário a descerem e participarem da manifestação.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam o protesto, que acontece de maneira pacífica.

O trânsito segue congestionado na região.

“NÃO VAMOS DESEMPREGAR NENHUM COBRADOR"

O secretário de Transporte e Obras Públicas, Fábio Damasceno, reafirmou que os profissionais não serão demitidos e declarou que os cobradores ocuparão novos postos de trabalho nas empresas.

“Estamos garantindo que não vão haver demissões por conta disso, porque existe todo um processo de substituição para os outros postos de trabalho. Como, por exemplo, motoristas, cobradores de terminais em função do Bilhete Único, mecânicos, administrativo. Vamos ofertar uma série de cursos em parceria com o Sest/Senat. A decisão foi para não termos desemprego, não vamos desempregar nenhum cobrador em função dessa implantação”, relata.

Sobre as manifestações, o secretário disse que entende a mobilização dos rodoviários, mas pediu consciência sobre os prejuízos causados à população.

“Manifestação é direito de todos, mas é importante que eles tenham consciência do prejuízo que está sendo causado à população. Estamos garantindo total transparência no processo, diálogo aberto e sem nenhuma demissão”.

> Bilhete Único na Grande Vitória: cartões poderão ser vendidos no comércio

OPINIÃO DO PÚBLICO

Alessandro Costa, 42, servidor público
Alessandro Costa, 42, servidor público
Foto: José Carlos Schaeffer

"Eles lutam pelo direito deles. Infelizmente, é um tendência que alguns postos de trabalho sejam reduzidos de acordo com o avanço da tecnologia. Alguns funcionários podem perder o emprego. Com o protesto, há impactos no trânsito mas a manifestação é válida", expõe o servidor público Alessandro Costa, de 42 anos.

> Leitores debatem possíveis impactos de Transcol sem cobrador

Ver comentários